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Políticos locais acreditam que protesto dos caminhoneiros vai repercutir nas urnas

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 03/06/2018 | 05:19

A paralisação dos caminhoneiros deixou todo o país em estado de alerta e com crise no abastecimento de combustível, gás de cozinha, produtos alimentícios e até materiais de saúde. Se foi iniciada pelos caminhoneiros autônomos ou se foi um locaute planejado pelas associações patronais, o fato é que a maior parte da população brasileira apoiou o movimento, que se revoltou com os preços abusivos do diesel. Na opinião dos políticos ouvidos pelo Jornal de Jundiaí, o apoio incondicional à manifestação é um claro sinal de saturação da população brasileira com a situação política e econômica do país – e não será esquecida até outubro, quando o Brasil irá às urnas. “A população está muito descrente com tudo o que vem acontecendo, e isso não tem lado, é uma desilusão com a esquerda e com a direita” opina o secretário estadual de Turismo, Júnior Aprillanti (PSB).

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Para ele, o que mais deixa a população descrente é ver o peso da máquina pública. “Quem trabalha no setor privado não aguenta mais manter o setor público, a baixa produtividade, altos salários, muitos benefícios, ineficiência e muita corrupção”, analisa o deputado estadual em licença. Ele ainda arrisca um palpite sobre as eleições e aposta na vitória de um candidato experiente e centrista. “Por mais que tenha uma forte campanha por um nome novo, não acredito em um outsider. Os extremistas também vão se desidratar durante os debates”, opina. “Por enquanto, os candidatos que se mostram mais preparados para governar e discutir qualquer assunto são Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT)”.

Para o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado (PSDB), o protesto dos caminhoneiros foi um claro demonstrativo de que a sociedade chegou ao limite. “Todos clamam por um resultado rápido e prático que tenha impacto em suas vidas”, opina. Para o prefeito, fica difícil especular sobre as eleições em um momento em que o próprio governo não consegue consolidar um candidato. “A oposição, até o momento, também não consolidou nenhum nome”, analisa.  Ele acredita, ainda, que os pré-candidatos não conseguirão tirar proveito da paralisação. “O movimento grevista recusou toda e qualquer tentativa de participação político-partidária que tentou se promover durante a manifestaçaõ”, afirma. “As pautas se pulverizaram, não tinha apenas uma liderança, então vai ser difícil tirar uma casquinha deste momento”.

O prefeito de Campo Limpo Paulista, Japim de Andrade (PSB), discorda. Para ele, a atuação do governador Márcio França (PSB) mostrou competência e vai ser lembrada pelos eleitores em outubro, já que França é pré-candidato ao cargo. “Ele foi o primeiro governador do estado que desceu do palanque para dialogar. Teve muita tenacidade e, num momento de crise, conseguiu negociar”, opina.


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