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Posicionamento fiscalizador vai predominar na Câmara de Jundiaí

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 02/02/2019 | 08:00

A independência de ideias e a fiscalização do Executivo vão aparecer com mais frequência no posicionamento dos vereadores ao longo do próximo biênio na Câmara de Jundiaí.
É o que promete Romildo Antônio (PR). Depois de insinuar, durante a última sessão de 2018 – que escolheu a nova Mesa Diretora para o biênio 2019-2020 – que o prefeito escolheu o presidente da Câmara, Romildo se define como ‘oposição consciente’. “Não quero fazer aquele tipo de oposição que atrapalha, que acha que quanto pior, melhor. Mas também não estou ali para ser amigo”, avisa.
Romildo foi o único a apresentar candidatura à presidência da Câmara além de Faouaz Taha (PSDB), que foi eleito pela quase totalidade dos parlamentares. “Quero fazer um trabalho independente. Se eu ver algo errado, algo negativo, vou fiscalizar e cobrar”, alerta. “Quero focar nas leis e fazer um trabalho paralelo, atuar mais próximo do bairro onde fui eleito”.
O ‘grupo dos quatro’, composto por Edicarlos Vieira, Cristiano Lopes (ambos PSD), Wagner Ligabó (PPS) e Márcio Cabeleireiro (MDB) ficou conhecido no primeiro biênio por fazer uma oposição crítica a algumas atitudes do Executivo. O quarteto costuma se reunir antes de votar projetos do prefeito, principalmente aqueles que chegam em regime de urgência.
No final do ano passado, porém, Márcio e Ligabó foram eleitos para fazer parte da nova Mesa Diretora ao lado de Faouaz, ex-líder do governo na Casa. Enquanto o emedebista ficou com a vice-presidência, o cardiologista virou primeiro secretário.
Cabeleireiro garante que as novas posições não significam que o quarteto mudou sua relação com o Executivo. “Sabemos separar bem o que é uma coisa da outra e continuamos sendo oposição. Vamos continuar aprovando o que é bom e nos posicionando sobre o que não concordamos”, afirma.
Nos bastidores, corre o boato que o posicionamento crítico do Legislativo pode estar mais relacionado às eleições de 2020. Edicarlos, porém, garante que a presença do quarteto na Mesa Diretora demonstra mais equilíbrio de interesses na gestão da Casa. “Agora temos uma Câmara com posições políticas mais diversas, o que é saudável”.
Ele afirma que o grupo continuará se reunindo. “Vamos cobrar o Executivo no que for necessário. Estamos nos últimos dois anos de mandato e agora é a hora de mostrar as realizações e não dar mais justificativas para o que não foi feito”, alerta.
José Galvão Braga Campos, o Tico, que media a relação entre os dois poderes como Assessor de Assuntos Legislativos, afirma que a tendência é a melhora na relação entre Câmara e prefeitura. “Passamos por dois anos difíceis e agora vamos começar a ver resultados. Não vejo crises no horizonte”, diz.

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