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Pré-candidatos apoiam protesto de caminhoneiros

BÁRBARA MANGIERI NÓBREGA | 26/05/2018 | 03:00

A greve dos caminhoneiros vem unindo grupos que dificilmente concordariam em alguma pauta, inclusive a direita e a esquerda jundiaiense. Pré-candidatos de quase todos os espectros políticos na cidade se colocaram a favor da greve e contra as medidas tomadas pelo presidente Michel Temer (MDB). O protesto começou na segunda-feira (21) e, na quinta (24), o Governo Federal anunciou um acordo com as lideranças dos movimentos dos caminhoneiros. A medida claramente não foi suficiente para cessar as manifestações e, nesta sexta (25), Temer decretou o uso das Forças Armadas do país contra a paralisação.

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Para o deputado federal Miguel Haddad (PSDB), pré-candidato a reeleição, a única saída para o conflito é o diálogo. “É preciso ter sensatez para evitar que o movimento se agrave ainda mais”, diz. Segundo Alex Timóteo (PSL), pré-candidato a deputado estadual, não faz sentido que o país exporte petróleo e tenha uma gasolina tão alta. “Temer está achando que os caminhoneiros são palhaços”, diz. “A saída é rever o lucro da Petrobras e abrir espaço para competição mercadológica”, opina.

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O pré-candidato do Partido Novo, Edney Duarte Jr., que concorre a uma cadeira no Congresso Nacional, diz que a greve é reflexo da forte carga tributária no país. “O preço da gasolina é composto por 45% de impostos, é um absurdo. Todos estão apoiando a causa porque estão exaustos”, diz. “Depois de muita pressão foi proposta uma redução de impostos que, na verdade, vai ser colocado em outros produtos. Nunca vem uma proposta de redução de despesas ou de privilégios”, reclama.

O ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual, Pedro Bigardi (PDT), acredita que a resolução para o conflito seria apenas paliativa. “A situação só vai melhorar de fato quando um novo governo, um que saiba dialogar, for eleito em outubro”, diz. Ele afirma que o governo Temer está completamente perdido em relação à paralisação. “Eles foram avisados desde o dia 15 e não deram bola. Só quiseram dialogar quando a paralisação ficou crítica”, opina.

A advogada Rose Gouvêa (PT), pré-candidata a deputada estadual, corrobora com a visão de Bigardi. “Temer é um covarde, só sabe enfrentar crise se escondendo atrás das forças ostensivas da polícia”, critica. Para ela, a paralisação é consequência do governo ilegítimo de Temer. “Todos apoiaram a saída da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, agora, temos um governo golpista que privilegia grandes empresas.”

IMPACTO NEGATIVO
Alguns compromissos de pré-campanha estão sendo afetados pela greve também. Bigardi cancelou uma reunião com líderes regionais na manhã de ontem. “Muitos não conseguiriam chegar por causa do bloqueio”, afirmou. Rose não vai cancelar a “Feijoada da Diversidade” hoje, seu primeiro evento como pré-candidata, mas espera um público menor.


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