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Pré-candidatos de Jundiaí veem Bolsonaro enfraquecido para Eleições

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 12/06/2018 | 11:30

O pré-candidato a presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, segue liderando todos os cenários sem a presença do ex-presidente Lula (PT) na última pesquisa eleitoral do Datafolha, divulgada neste domingo (10). Ainda assim, os pré-candidatos de Jundiaí acreditam que a pesquisa mostra um enfraquecimento do militar, que deverá continuar nas próximas pesquisas. Isso porque, em um eventual segundo turno, Bolsonaro perderia para Marina Silva (Rede) por 42% a 32% e empataria com Ciro Gomes (PDT) – que teria 36% contra 34% para o militar – e Geraldo Alckmin (PSDB), cenário em que ambos teriam 33% das intenções de voto. Segundo o instituto de pesquisa, o que se pode observar com Bolsonaro não é uma queda, mas uma desaceleração em sua curva de crescimento.

O deputado federal Miguel Haddad (PSDB), que pretende se reeleger, acredita que o quadro eleitoral ainda está sujeito a muitas mudanças. “Para quem estava indo para o topo, porém, parar de crescer pode significar que a candidatura tem um teto”, opina. Alex Timóteo (PSL), pré-candidato a deputado estadual, defende o presidenciável. “As intenções de voto em Bolsonaro se mantém estáveis, não dá pra dizer que ele enfraqueceu”, diz. Para ele, o que aconteceu foi uma transferência dos votos de Lula para Marina.

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Para Rose Gouvêa (PT), pré-candidata a deputada federal, a população está começando a perceber que o militar não tem propostas. “Ele sequer tem o poder de enrolação que Paulo Maluf (PP) tinha e isso fica nítido nas entrevistas, pois ele nunca é claro nas respostas”, critica.

O ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual Pedro Bigardi (PDT) concorda. “Ele está até fugindo de debates”, alfineta. Bolsonaro anunciou, na última quarta (6), que não compareceria à sabatina promovida pelo UOL, Folha de SP e SBT, que teria oferecido várias opções de data ao pré-candidato. “Acredito que, em um segundo turno, qualquer um ganharia dele”, aposta Bigardi.

A maior parte dos votos do ex-presidente, porém, parece ir para os brancos e nulos. Nos cenários com Lula, a população sem candidato (que votará nulo, em branco ou que ainda não sabe) é de 21%. Sem ele, este número sobe para 33%. O Datafolha ainda aponta que 30% disseram votar com certeza em alguém indicado por Lula.

Marina se destaca
O resultado mais comentado das pesquisas foi a eventual vitória de Marina Silva sobre Bolsonaro em um segundo turno. Um grupo suprapartidário que busca a união dos candidatos de centro, com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até chegou a afirmar que Marina deve ser considerada uma alternativa do “centro democrático”, ao lado de Alckmin e Álvaro Dias (Podemos). A pesquisa, porém, não é muito diferente dos levantamentos anteriores. A última pesquisa do Datafolha, em abril, mostra Marina com índices iguais no primeiro turno (10% com Lula na disputa e 15% sem ele) e uma vitória ainda maior sobre Bolsonaro no segundo turno (44% a 31% para o militar).

jair bolsonaro


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