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Prefeitos do AUJ mantêm orientação para isolamento

Angelo Augusto Santi | 26/03/2020 | 11:30

O pronunciamento realizado na noite de terça-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro gerou as mais diversas reações na população e nos parlamentares brasileiros. O presidente pediu para prefeitos e governadores “abandonarem o conceito de terra arrasada”, que, para ele, inclui o fechamento do comércio e o confinamento em massa. “Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, destacou.

O prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado (PSDB), diz ter ficado preocupado com a fala do Bolsonaro. “O coronavírus vai criar um colapso no sistema de saúde da nossa cidade e pode tirar a vaga dos leitos de todos. O impacto não será apenas nos infectados, mas em todo o sistema de saúde. Nossas instalações não são suficientes para conter uma epidemia que gere um volume grande de pacientes ao mesmo tempo. A estratégia do isolamento ainda é a mais eficiente e não vamos arriscar”, afirmou.

Juvenal Rossi (PV), prefeito de Várzea Paulista, disse que a preocupação do presidente com a parte econômica, principalmente dos pequenos empresários, é sim importante. <CW-1>”Acredito ser pertinente a <CW-5>preocupação do presidente Jair Bolsonaro com os MEIs e as micro e pequenas empresas. Temos que pensar em alternativas que amenizem o impacto econômico durante a epidemia, sem perder de vista as medidas de preservação da saúde da população. É um dilema cuja solução requer calma, bom senso e equilíbrio.”

Em Cabreúva, a orientação do prefeito Henrique Martin é de que o isolamento continue. “Sabemos do caos que o vírus causa na economia, além do colapso no sistema de saúde, mas as mortes não podem ser vistas apenas como estatística. É isso o que esperamos do presidente, um caminho para amenizar estes problemas”, comentou.

Marcão Marchi (PSD), prefeito de Itupeva, diz que o momento é de tomadas de decisões bastante difíceis. “A economia pode sofrer um grande impacto. Muitos trabalhadores estão sem produzir e, consequentemente, sem renda. Isso é lamentável e muito preocupante. Por outro lado, a saúde e a vida de nossa população sempre estará em primeiro lugar. Por orientação da Organização Mundial da Saúde, diversos líderes mundiais têm adotado o isolamento social como uma das mais poderosas ferramentas para combater a transmissão do coronavírus e é isso que seguiremos”, relata.

Em Campo Limpo Paulista a orientação também é para que os estabelecimentos comerciais continuem fechados por tempo indeterminado.


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