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PSB e PPS aguardam fusão nacional para repensar 2016

| 15/10/2014 | 22:55

Entre reviravoltas destas eleições presidenciais, a corrida pelo 2º turno parece esquentar a tendência antiga de fusão do PSB com PPS. Para os diretórios municipais dos partidos, a especulação nacional, porém, ainda não interfere em intenções já articuladas e pretendidas para 2016. Presidentes das legendas dizem que aguardam decisão oficial para reavaliar o cenário de disputas e forças locais.

Aparentemente, os presidentes do PSB e PPS em Jundiaí não se opõem abertamente à união, mas à frente de seus partidos, eles têm adotado posturas para manter autonomia. O PPS reformulou recentemente sua executiva na cidade e busca se fortalecer para tentar chapa própria nas próximas eleições municipais. Já o PSB se aproxima do PSDB, que teve dois deputados eleitos e deve voltar à disputa de 2016.

Presidente do PPS e vereador, Paulo Sérgio Martins diz que espera compor, em 2016, uma terceira via e estimular outras para as eleições municipais, ainda que também componha, hoje, coligação de apoio a Aécio Neves (PSDB) no 2º turno do dia 26. “Existe uma corrente ideológica parecida com o PSB, mas cada um tem seu espaço. Por isso, tudo terá que ser bem conversado.”

“Não tenho capacidade de avaliar isso agora. Aqui em Jundiaí, a relação entre os partidos é a melhor possível e os receberemos muito bem”, diz o presidente do PSB, Oswaldo Fernandes. Sobre 2016, ele acredita que seja uma outra etapa. “A posição deles é um pouco diferente da nossa. Se houver a fusão, muda tudo. A conversa recomeça. Enquanto independentes, eles podem ter a posição que quiserem.”

Paulo Sérgio também acredita que seja cedo redefinir os rumos para 2016, já que não há uma fusão concreta. “Será um grupo maior, com mais ideias, porém, diluídas”, sugere. Como vereador, o delegado pode deixar o partido, caso haja a fusão e ele não a aceite. “Tenho essa liberdade.”

Em novembro – Conforme divulgado na imprensa, os aliados na campanha de Marina Silva no 1º turno, PSB e PPS, podem definir fusão em novembro, após resultado final das eleições. A estratégia de união é porque, juntos, os partidos terão maior bancada da Câmara – 44 deputados em 2015, a quarta maior da Casa, atrás de PT, PMDB e PSDB. A promessa é criar uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos. A nova sigla manteria o nome do PSB.

“Essa é uma conversa antiga entre Eduardo Campos (PSB) e Roberto Freire (PPS), e tem pelos menos dois anos. Se houver a fusão, os diretórios municipais terão que seguir uma resolução nacional, mas nunca foi nos colocado o assunto abertamente”, lembra Oswaldo que participa com frequência de reuniões do PSB.


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