Política

PSDB pressiona Covas para desistir de reeleição


A pressão para que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, desista de concorrer à reeleição no pleito do ano que vem está crescendo dentro de seu partido, o PSDB. O comando da maior cidade do país está no centro da estratégia das agremiações de centro para a disputa da sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em 2022. Elas querem garantir o controle do triângulo principal do poder municipal no Brasil, que inclui Rio e Belo Horizonte ao lado da capital paulista. No Rio, o DEM considera grandes as chances do ex-prefeito Eduardo Paes, e em BH o atual prefeito, Alexandre Kalil (PSD), parece rumar para uma reeleição tranquila. Com isso, há o risco relativo a São Paulo. Há um grande temor no próprio PSDB, baseado em pesquisas internas que dão a Covas intenções de voto na casa dos 10%, sobre o quão competitivo o prefeito será se for candidato. E perder a principal capital seria desastroso para as pretensões de tucanos e outros partidos aliados visando 2022, hoje ancoradas na figura do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Segundo dois amigos próximos de Covas, o prefeito tem considerado a desistência, dado o grau de pressão. Eles afirmam que ele estaria inclinado a tirar um período sabático fora do país e voltar para disputar o Senado em 2022. Procurado pela reportagem, o prefeito negou esse relato. Aliados seus vão além, dizendo que ele está se preparando e que irá inclusive participar de campanhas em outras cidades. [caption id="attachment_43794" align="aligncenter" width="1280"] Bruno Covas [/caption]

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