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‘PSL começou a usar mídia social há 4 anos’, diz Bispo Iraldo

CARLOS SANTIAGO | 18/10/2018 | 06:04

A afirmação feita ontem, pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, de que o partido não se preparou devidamente e subestimou a campanha eleitoral feita pelo whatsapp, retrata com fidelidade a importância das mídias sociais nestas eleições para a presidência da República. Gleisi Hoffmann falou sobre notícias falsas disseminadas através do whatsapp para prejudicar o candidato do PT, Fernando Haddad. Em Jundiaí, a questão também foi abordada pela presidente do PT local, Marilena Negro, ao comentar as estratégias de campanha de Bolsonaro.

“O problema é que ninguém está lá (no facebook ou no whatsapp) para ser convencido de nada. A discussão é inócua, faltam subsídios, argumentos, não tem propostas. É uma enxurrada de fake news”, comentou Marilena. “O problema é tão grande – e não só nas eleições para a presidência – que vimos muito, no primeiro turno, candidatos tendo de usar seu escasso tempo de propaganda no rádio e TV para negar ‘informações’ ou acusações”, prossegue.

Já o presidente do PSL de Jundiaí, Bispo Iraldo, prefere lembrar que a estratégia de adotar as mídias sociais como propagadoras da campanha de Bolsonaro já vem de algum tempo. “Usar a mídia social surgiu por conta da falta de recursos. O PSL não tinha dinheiro para a campanha, adotou a mídia social e deu certo. Esse ‘barulho’ já começou há quatro anos, quando Jair Bolsonaro começou a dizer que o Brasil precisava de alguém honesto”, explica.

“As notícias falsas são uma criação malvada de campanha”, prefere definir Marilena – para quem “o facebook virou um local de total superficialidade. É terra de ninguém.” A presidente do PT jundiaiense comenta, ainda, a ausência de Jair Bolsonaro aos debates. “A gente entende que ele sofreu um atentado, não sabemos como está a saúde dele, de verdade – mas ele ainda assim participa de entrevistas na TV. Não vai pro debate, mas é entrevistado pelo SBT…”

Bispo Iraldo retoma, afirmando que “nem Lula nem Dilma haviam passado por atentados – e que eles também não foram a debates no passado [Lula, em 2006; Dilma, em 2014]. “Bolsonaro está se recuperando, tem um corte na barriga, é inviável se desgastar diante da mídia”, acredita o líder do PSL em Jundiaí. O cientista político e professor-colaborador do Instituto Federal de Jundiaí (IFJ,) Pedro Rocha Lemos, comenta a questão da estratégia de Bolsonaro de não ir aos debates. “A exposição pelas redes sociais – e tudo o que se criou em torno do atentado sofrido pelo candidato do PSL, tem muito mais valor para a campanha do participar dos debates”.

Enquanto ‘se mostram’ (ou se escondem) pelas redes sociais, os candidatos seguem em campanha – também aqui em Jundiaí e Região. De acordo com o Bispo Iraldo, o PSL deve repetir, em 21 de outubro, a carreata que fez pelas avenidas centrais da cidade. “Vamos sair novamente do Parque da Uva e tenho certeza de que a manifestação será ainda maior”, afirma. Marilena Negro, por sua vez, diz que a estratégia utilizada pelo PT passa pela ampliação da campanha ‘Jundiaí sem Ódio’ e pelo que ela chama de ‘movimento espontâneo de reversão de votos’. “Não faremos um grande ato, porque não queremos confronto. Vamos seguir trabalhando na rua, conversando e explicando, como também esperamos que quem anulou, votou em branco ou se absteve vote, agora, em Fernando Haddad.”

Foto: divulgação

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