Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

PT e PMDB perdem cadeiras na Câmara Federal

| 06/10/2014 | 22:50

PT e PMDB continuam com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados, mas os partidos perderam cadeiras nas duas Casas em relação ao total de eleitos em 2010 e também sobre a bancada atual.

Finalizada a apuração de urnas de todo o País nas eleições 2014, o PSDB perdeu cadeiras no Senado, mas ocupará mais vagas na Câmara. O PSB cresceu no Senado e manteve a bancada eleita em 2010 na Câmara. Como há alterações nas bancadas durante a Legislatura, a sigla ganhou cadeiras se levado em conta as que tinha atualmente.

O número de partidos com representação na Câmara passa de 22 para 28. A Câmara terá em 2015 o maior número de deputados estreantes desde 1998, ano em que Casa começou a contabilizar esse tipo de estatística. Na eleição do último domingo (5), 198 deputados (38,6%, do total de 513 parlamentares) foram eleitos pela primeira vez.Outros 25 deputados eleitos (4,9%) não estão na legislatura atual, mas já haviam exercido o mandato em outras legislaturas.

O PMDB é o partido com mais deputados federais novatos – são 27. Em seguida, vêm PSDB (25), PT (21) e PSB (16). Até então, o maior índice de novos deputados na Câmara era o de 2006, quando 193 (37,6%), dos 513 deputados federais foram eleitos pela primeira vez. Na eleição de 2010, eram 189 (36,8%); em 2002, 184 (35,9%); e, em 1998, 183 (35,7%).

Segundo os dados da Câmara, 290 deputados federais (56,5% dos 513 deputados da última legislatura) foram reeleitos no último domingo (5) – esse número inclui suplentes que exerceram o mandato de 2011 a 2014. No total, 398 parlamentares disputavam a reeleição, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

De acordo com a Câmara, os números da próxima legislatura ainda não são definitivos, já que existem candidatos com recursos pendentes nos tribunais eleitorais – um desses casos é o do deputado Paulo Maluf (PP-SP), cujos votos ainda não foram contabilizados pela Justiça Eleitoral porque ele ainda recorre da decisão que barrou sua candidatura.

Outro fator que pode alterar a composição da Câmara é a possibilidade de deputados se licenciarem do mandato para assumir cargos nos governos federal e estaduais. Os deputados federais eleitos pela primeira vez que tiveram mais votos foram Bruno Covas (PSDB-SP), com 352.708, e Clarissa Garotinho (PR-RJ), com 335.061. Ambos são parentes de ex-governadores dos estados onde foram eleitos. Bruno é neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas (morto em 2001). Clarissa é filha dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho.

Milionários – Quase metade da nova Câmara que tomará posse em 2015 será formada por deputados federais milionários. São 248 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (48% dos 513 eleitos).
O número cresce a cada legislatura. Eram 194 na eleição passada. Em 2006, havia 165 milionários na Casa. Em 2002, eram 116. O eleito mais rico para a próxima legislatura é o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR). O industrial declara possuir R$ 108,6 milhões. Entre os bens estão quotas de várias empresas em seu nome.

No total, os parlamentares declaram um patrimônio de R$ 1,2 bilhão – o que representa uma média de R$ 2,4 milhões para cada um. Há, no entanto, quem diga não ter bem nenhum: são 11 políticos que declaram patrimônio “zero” ao TSE. A bancada que possui o maior número de milionários é a do PMDB. São 39. O PSDB aparece logo atrás, com 32. PSD, com 24, PP, com 23, e PR, com 18, completam a lista das cinco mais. Os outros partidos que comportam milionários são PTB (16), DEM (15), PSB (15), PT (13), PDT (11), SD (10), PSC (6), PPS (4), PRB (4), PROS (4), PV (3), PHS (2), PMN (2), PRP (2). PC do B, PSDC, PSL, PSOL e PT do B têm um cada um.

 


Link original: https://www.jj.com.br/politica/pt-e-pmdb-perdem-cadeiras-na-camara-federal/
Desenvolvido por CIJUN