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Reunião na Câmara discute crise econômica em Jundiaí

Angelo Augusto Santi | 29/04/2020 | 08:50

Em reunião que aconteceu ontem (28) na Câmara de Jundiaí, os vereadores receberam o gestor de Governo e Finanças da Prefeitura de Jundiaí, José Antonio Parimoschi, que fez uma rápida apresentação e tirou algumas dúvidas sobre as medidas que o poder Executivo vem tomando em combate ao novo coronavírus (covid-19), especialmente na área econômica, no que diz respeito à volta das atividades comerciais na cidade.

Parimoschi falou sobre os programas de assistência às famílias em vulnerabilidade, como o auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo federal. Segundo ele, cerca de 4.600 famílias já receberam o auxílio, e o número pode chegar a 6.200 nas próximas semanas. “Precisamos tomar cuidado para não sobrepor os benefícios. A pessoa que já recebeu os R$ 600 e a cesta básica do plano de assistência social não irá receber valores referentes a outros benefícios em um primeiro momento. Temos que trabalhar com racionalidade, pois o caixa do município é bem escasso”, comentou.

Questionado sobre o decreto municipal que determinou a reabertura gradual do comércio em Jundiaí e a ação pública proposta pelo Ministério Público para a derrubada deste decreto, o gestor afirmou que a decisão foi tomada baseada na atual situação da cidade, em que apenas 30% dos leitos de UTI do Hospital São Vicente estão ocupados, sendo 15% de pacientes com o uso do respirador artificial. “Temos ainda os leitos do Hospital Regional e, caso necessário, o hospital de campanha do 12 G.A.C (Grupo de Artilharia de Campanha). É importante ressaltar que os comércios que foram reabertos são aqueles de baixa densidade, que atendem poucos clientes por vez e não geram aglomerações.”

Sobre a fiscalização dos comércios abertos, Parimoschi disse que o trabalho que vem sendo realizado pelo prefeitura é de conscientização. “Dificilmente estamos multando os estabelecimentos abertos, mas conscientizando, tanto os clientes quanto os proprietários, em relação às recomendações de vigilância sanitária e prevenção.”

Ele disse ainda que a previsão é de queda considerável nos repasses do ICMS e ISS devido à paralisação de boa parte das atividades comerciais. “Em relação ao ICMS, que corresponde a 30% da arrecadação do município, a queda deverá ser de aproximadamente 30% no mês de maio, que corresponde ao arrecadado em abril. Já no ISS, que equivale a 13% de toda a receita, a diminuição será de cerca de 55%.”

“Ao final da pandemia, poderemos ter novos hábitos, como mudança nos horários de funcionamento dos comércios e escolas para diluição do horário de pico”, finalizou.


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