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Rodrigo Maia diz que Bolsonaro promete muito e não entrega

FolhaPress | 07/03/2020 | 10:00

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (6) que o governo do presidente Jair Bolsonaro tem uma estratégia para, nas redes sociais, tratar as “instituições como inimigas da sociedade”. Disse ainda que o governo está “pressionado, prometeu muito e ainda não entregou”, em referência ao baixo crescimento econômico.

As declarações foram dadas em entrevista depois de evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC), em São Paulo.

No fim de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro divulgou um vídeo em que convoca a população para um protesto contra o Supremo e o Congresso. A ação provocou reação do Supremo e de políticos de diversos partidos. Em 18 de fevereiro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse em uma transmissão de vídeo que o governo “não pode aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo”. Falou ainda em “parlamentarismo branco”. A crítica era endereçada ao Congresso em meio à discussão sobre regras que dão a deputados e senadores maior controle do Orçamento.

Governo pressionado

O presidente da Câmara afirmou ainda pediu paciência e falou que o governo está pressionado pelos maus resultados na economia. “O que nós temos que ter é muito equilíbrio, paciência, e compreender que o governo está pressionado, o governo prometeu muito e ainda não entregou. O governo tinha uma previsão de crescimento de 2,5% [do Produto Interno Bruto em 2019] e cresceu 1,1%. Nós entendemos a posição do governo neste momento, mas estamos aqui para ajudar”.

Segundo o presidente da Câmara, o Congresso está disposto a ajudar a sociedade a enfrentar o atual risco de uma epidemia de coronavírus no país: “Temos uma crise econômica agravada pela questão coronavírus e cabe aos poderes encontrar soluções para que esta crise afete menos a sociedade brasileira”, declarou Maia.

Perda de tempo
Em meio às críticas ao atual governo federal, Maia também afirmou que só restam 15 semanas ao Congresso para aprovar as reformas, pois o Executivo demorou para repassar aos deputados os textos das reformas Tributária e Administrativa.

“Eu fico sempre muito preocupado porque agora voltou um discurso, levemente. Porque ano passado também existia. Agora, o ministro Paulo Guedes (da Economia) deu só 15 semanas, é claro perderam o ano passado inteiro. Agora, querem mais uma vez transferir para o Parlamento (a responsabilidade) e nós só temos 15 semanas. Só que a (reforma) Tributária não chegou, a (reforma) Administrativa não chegou, a Emergencial só chegou em novembro (de 2019) e perderam a oportunidade de usar a PEC do deputado Pedro Paulo que é muito mais dura”, assinalou Maia.

Parlamentarismo branco

Durante o evento, ao ser questionado sobre as críticas de que o país vive um parlamentarismo branco sob a liderança dele, Maia afirmou: “Essas teses são criadas para gerar o ódio, para que o presidente do Congresso, da Câmara, e do Senado e do próprio Supremo sejam atacados, para que o ódio seja generalizado. Só que isso só atrasa as soluções que o governo e o parlamento precisam construir para a sociedade e não resolve o problema dos brasileiros”.


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