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Se depender do AUJ, Bolsonaro abre dia com ‘uma mão na faixa’

CARLOS SANTIAGO | 28/10/2018 | 05:00

Cerca de 60% dos pouco mais de 570 mil eleitores dos municípios do Aglomerado Urbano de Jundiaí concordam com uma frase que Jair Messias Bolsonaro disse, semanas atrás: o candidato do PSL à Presidência da República começa este dia de eleições “com uma das mãos na faixa”.
No primeiro turno, eleitores de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista votaram de forma maciça no capitão reformado do Exército: Bolsonaro recebeu 257.519 votos válidos.

A pesquisa divulgada ontem pela Datafolha mostra que Bolsonaro deve chegar, aos 63 anos, ao cargo de presidente da Nação que tem, hoje, a oitava economia do planeta, segundo o ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o levantamento, ele segue na frente na corrida presidencial – com 55% dos votos válidos. O número é semelhante à pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira – que mostrava o candidato do PSL com 56% das intenções de voto.

O adversário de Bolsonaro, o professor e advogado paulistano Fernando Haddad, de 55 anos, apareceu na pesquisa de ontem da Datafolha com 45% dos votos válidos. No Datafolha de quinta-feira, Haddad tinha 44% dos votos válidos.

Por conta desta quadro, o Partido dos Trabalhadores põe toda a militância na rua neste domingo – como já tem acontecido nas últimas semanas, aliás. Tudo para buscar a virada na corrida rumo ao Palácio do Planalto.

Nos municípios que compõem o AUJ, Fernando Haddad recebeu 51.231 votos. Ele chegou a ficar até mesmo em terceiro lugar no primeiro turno – justamente em Jundiaí, onde Ciro Gomes (PDT) teve 23.096 votos válidos, contra 21.448 do candidato do PT.

Agora, nada disso interessa – e alguns partidos da ala esquerda torcem e trabalham para que a união feita para o segundo turno não resulte tardia. Haddad, ministro da Educação entre 2005 e 2012, professor de Ciência Política da USP, com participações tidas como fundamentais na elaboração do Programa Universidade para Todos (o Prouni) e na reestruturação do Enem (em 2009), foi prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016. Mas nenhuma dessas tarefas terá sido tão penosa quanto substituir Lula como candidato à Presidência, à frente da Coligação ‘O Povo Feliz de Novo’.

Observadores de organismos e da Imprensa internacional estarão no Brasil hoje. Os olhos estarão voltados especificamente para o homem que, quando nasceu, recebeu o nome de um craque da seleção brasileira e do Palmeiras (time para o qual torcia o pai de Bolsonaro, Percy): Jair Rosa Pinto. Ele acabou ganhando, ainda, o ‘Messias’ – porque a mãe dele (Olinda) teve problemas no parto.

O próprio nome do líder do PSL, aliás, resume à perfeição o sentimento que paira sobre estas eleições para a Presidência: a grande maioria dos brasileiros (foi assim no primeiro turno) espera que, se eleito, o ‘cabeça’ da Coligação ‘Brasil Acima de Tudo. Deus Acima de Todos’ seja menos como o craque do passado (que se notabilizou pela potência dos chutes, assim como o candidato polemiza em seus discursos) e mais como Messias.

Bolsonaro, de 63 anos, liderou a votação nos municípios do AUJ, no 1º turno

Bolsonaro, de 63 anos, liderou a votação nos municípios do AUJ, no 1º turno

Fernando Haddad, de 55 anos, ficou em 3º, no 1º turno, nas cidades da região

Fernando Haddad, de 55 anos, ficou em 3º, no 1º turno, nas cidades da região

 

 


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