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Sem coligação para vereador, partidos buscam novos filiados

SOLANGE POLI | 05/05/2019 | 07:00

O sistema de coligação para as candidaturas proporcionais, para vereadores, deixará de existir nas eleições municipais do ano que vem. O sistema proporcional vai vigorar, com a diferença de que não terá coligações, que serão possíveis somente para cargos majoritários, na disputa para prefeito. Com o fim das coligações vão se eleger os candidatos mais votados dentro de seus partidos, desde que o partido atinja o quociente eleitoral. Lideranças locais revelam que a expectativa agora é de acolher novos filiados, até abril de 2020, o que é sinônimo de força e garantia de bons candidatos para o próximo pleito eleitoral.
Faouaz Taha, na presidência do PSDB Jundiaí desde fevereiro deste ano, afirma que o partido vem se fortalecendo internamente primeiro. “Temos conversado e retomado a relação com nossos filiados. Também estamos conversando com possíveis nomes e dando oportunidade a novas candidaturas, pois com o fim das coligações para eleições proporcionais em 2020, teremos que ter um grupo forte para uma boa chapa, competitiva e qualificada”, avalia Faouaz.
Segundo o deputado Alexandre Pereira, presidente do Solidariedade, o trabalho do partido para as próximas eleições já começou e segue intensificado. “É o momento de construir o partido. Como não será permitida coligação para vereadores, estamos trazendo novos filiados. São cerca de 400 em Jundiaí. Acredito que fortalecendo o partido, teremos bons candidatos para disputarem as eleições do ano que vem”, afirma Alexandre, presidente da executiva estadual, que também é responsável pela municipal.
O deputado estadual diz que o objetivo é que o Solidariedade tenha candidatos da maioria dos bairros de Jundiaí. Já com relação ao Executivo, o partido não definiu ainda qual candidato irá apoiar. “Estamos com boas expectativas para as eleições municipais e o meu trabalho como deputado será um diferencial para que a gente consiga ter sucesso nas eleições em Jundiaí e na Região.”

Incentivo à participação
Presidente do PSB local, Oswaldo José Fernandes também reforça a importância da abertura do partido a novos filiados, dando ênfase que a legislação não permitirá coligação proporcional na próxima eleição. A agenda de reuniões, segundo ele, já está fechada até o final do ano, realizadas em março, maio, agosto, outubro e novembro, sempre às 19 horas, para incentivar a participação dos munícipes. “São reuniões abertas à população. Convidamos pessoas que não pertencem ao partido, para que conheçam e se filiem, havendo interesse. O trabalho realizado atualmente consiste, sobretudo, na constituição das distritais. Outra questão é se haverá fundo partidário, prevendo-se uma campanha com poucos recursos”, lembra Fernandes, alertando também para a importância da paridade de gênero e a renovação no quadro de candidatos a vereador.
Para Gerson Sartori, presidente do PDT, o momento é de organização tanto em âmbito local quanto nacional. Também aberto a novos filiados, respeitando o prazo que termina até seis meses antes da eleição, o partido deverá definir até novembro seu candidato a prefeito. Sartori já sinaliza Pedro Bigardi como o nome mais cogitado até o momento.
“Nosso partido está aberto a novos filiados, muitos jovens estão nos procurando e já pensamos na chapa de candidatos a vereadores. Também seguiremos nossas atividades com avaliações, críticas e sobretudo propostas, pois temos um legado forte, com diretrizes, resultados e experiência, sempre por uma cidade e um país melhores. Vamos intensificar as discussões para o ano que vem, com ações propostas conforme os prazos estabelecidos”, disse Sartori.
O vereador Edicarlos Vieira, presidente do PSD, ressalta que seu partido está em busca de nomes e também mais filiados ativos, buscando atrair sobretudo a juventude. “Teremos uma reunião nos próximos dias para pensar nas novas políticas e o papel do partido na cidade, com a disposição para receber novas pessoas. O PSD é um partido novo, com equilíbrio, daí a importância de levar em conta as visões políticas de cada região, com pleno envolvimento entre as cidades e o País, para que as pessoas possam realmente viver melhor. Temos bom diálogo com o governo municipal, porém com ação independente, conforme nossa base eleitoral e princípios políticos”, comenta o vereador, reforçando a importância desse trabalho de contribuição mútua para que os resultados sejam sempre positivos.
Jorge Yatim, presidente do DEM, lembra que seu partido passa atualmente por uma remodelação. “Há uma força muito boa, com grandes expectativas para uma reformulação, já que nosso partido sempre está bem posicionado no cenário político atual. Seguiremos nossas ações e metas nos próximos meses para formar um grupo de candidatos com disposição para dar sequência ao trabalho já iniciado”, avalia.
A movimentação já se intensifica também no MDB, presidido por Waldemar Foelkel. “Já temos alguns nomes para candidatos a vereador, enquanto para prefeito preferimos aguardar. Nos reunimos na última quinzena de abril, para discussões gerais sobre questões relacionadas ao partido. Nossa expectativa é que as ações e atividades no próximo semestre se alinhem para definirmos os nomes dos possíveis candidatos a prefeito”, ressalta Foekel.

Paridade de gênero
Marilena Negro, presidente do PT local, lembra que os últimos meses têm sido dedicados a resoluções de questões burocráticas, prestação de contas e regularização fiscal do partido. É observada atualmente uma intensa movimentação de forças e novas discussões, segundo ela, que deve ficar à frente da sigla até novembro deste ano. Articulações com lideranças e novas filiações estão entre as ações previstas para os próximos meses, com a missão de dialogar com forças políticas. “Buscamos uma chapa o mais diversa possível, tanto em gênero como em temática, para que novas propostas sejam apresentadas à cidade”, explica Marilena, que revela seu esforço e intenção em aumentar a participação feminina, antecipando a provável indicação de Mariana Janeiro como candidata a vereadora.


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