Política

Sem encontrar nome, Temer deve deslocar Jungmann da Defesa para Segurança

Raul Jungmann, ministro da Justiça. (Foto: Rodrigo Pozzebom/ Agência Brasil)
Crédito: Reprodução/Internet

Com dificuldades de encontrar um nome de peso, o presidente Michel Temer deve optar por uma solução caseira e deslocar o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para o comando do novo Ministério da Segurança Pública. O ministro foi cogitado desde o início, como mostrou a reportagem, mas o emedebista ainda tinha a perspectiva de encontrar uma alternativa de fora, que não o obrigasse a ter de escolher um nome para o Ministério da Defesa, pasta considerada delicada.

[caption id="attachment_4023" align="alignleft" width="300"]Raul Jungmann, ministro da Justiça. (Foto: Rodrigo Pozzebom/ Agência Brasil) Raul Jungmann, ministro da Justiça. (Foto: Rodrigo Pozzebom/ Agência Brasil)[/caption]

Como assumiu protagonismo nas discussões sobre o tema, a expectativa do Palácio do Planalto é de que Jungmann seja bem aceito pelos governadores do país e que facilite a aprovação da nova pasta, por meio de medida provisória, pelo Congresso Nacional. O presidente chegou a avaliar os nomes do ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro José Beltrame e do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim para a nova pasta, mas eles teriam demonstrado resistência. Agora, o presidente busca um nome de um civil para assumir o Ministério da Defesa.

Em reunião na noite deste domingo (25), no Palácio do Jaburu, o emedebista decidiu que a nova pasta será criada por meio de uma medida provisória, não de um decreto. No encontro, o presidente ressaltou que o texto da medida provisória irá vincular à nova pasta o comando da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária, Força Nacional e do Departamento Penitenciário. Ao todo, além do posto de ministro, serão instituídos mais dez cargos: um secretário-executivo e nove assessores ministeriais. O restante será transferido do Ministério da Justiça. A criação da pasta faz parte de estratégia do presidente de se viabilizar eleitoralmente para uma reeleição neste ano.  Uma pesquisa interna feita pelo MDB mostrou que a segurança pública é um dos temas que mais preocupam os brasileiros na disputa presidencial. Com esse objetivo, a equipe de marketing do presidente pretende reforçar um perfil linha-dura, aproximando-o mais do campo da direita. A ideia é que ele apareça mais em fotos ao lado de soldados e generais e que adote um discurso mais enérgico.


Notícias relevantes: