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Sessão da Câmara é marcada por troca de farpas

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 19/02/2019 | 22:02

Duas falas ocorridas na Tribuna Livre geraram incômodo entre os vereadores e marcaram a sessão ordinária desta terça-feira (19) na Câmara de Jundiaí. O primeiro a tomar o púlpito foi Josinaldo Francisco Lira, o Irmão da Lojinha, que é vereador suplente do MDB na Casa de Leis. Ele fez duras críticas às condições das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), dos campos de futebol na cidade e do transporte público. “A cidade está abandonada”, disse.

O parlamentar-suplente chegou a insinuar que a má qualidade na prestação de serviços seria causada pela quantidade de terceirizados e comissionados na Prefeitura de Jundiaí e que o prefeito teria influenciado a escolha do presidente da Câmara. “O Luiz vem aqui e fala o que quer. Como fiscalizar?”, questionou.

Logo após sua fala, os vereadores se pronunciaram contra as acusações. “Se eu falei que o presidente era escolha do prefeito, peço que seja investigado”, afirmou Romildo Antônio (PR). Na última sessão de 2018, quando foi o único parlamentar a lançar candidatura além de Faouaz Taha (PSDB), Romildo declarou a um portal de notícias que o Poder Executivo havia influenciado a decisão.

O segundo secretário, Rogério Silva, também se pronunciou. “Eu era candidato à presidência e desisti, mas garanto que nenhum prefeito veio pedir que eu votasse no Faouaz. Gostaria que provas fossem apresentadas”, disse. Valdeci Vilar (PTB) lembrou de outras ocasiões em que Irmão da Lojinha fez acusações. “Ele trouxe uma acusação séria contra a minha pessoa, fui ao Ministério Público provar minha inocência. Temos que consultar o jurídico da Casa para saber como tomar providências, ele tem que responder pelo que fala”, disse.

Felipe Pinheiro, membro do PDT Diversidade e autodeclarado pré-candidato à vereança em 2020 também falou na Tribuna sobre um abaixo-assinado feito em parceria com outras entidades pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) para averiguar um monopólio entre as empresas do transporte público em Jundiaí.

“A Câmara alegou que não há monopólio pois as empresas operam em três CNPJs diferentes, o que demonstra desconhecimento sobre a definição de monopólio. Por que os funcionários de uma empresa tem que prestar contas aos fiscais da outra? Por que usam uniformes com o logotipo das três empresas?”, questionou.

Rafael Antonucci (PSDB), presidente da Comissão Parlamentar de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, afirmou que apresentou requerimento sobre o assunto na sessão anterior e que a resposta do mesmo seria divulgada nesta quarta (20) no site da Casa. “A comissão está acompanhando o caso, mas nenhuma mudança sobre a compra ou a venda dessas empresas tramitou na prefeitura”, disse. O parlamentar ainda insinuou que o representante estivesse fazendo campanha antecipada.

ORDEM DO DIA
O PL 12.727, que unifica a legislação existente sobre obrigatoriedade de disponibilizar cadeiras de rodas em estabelecimentos, foi adiado para a sessão de 23 de abril. O motivo do adiamento é conversar com comerciantes que não gostaram da proposta, alegando que dificultaria o exercício de suas atividades. Cristiano Lopes (PSD) os defendeu. “Para o pequeno comerciante, inviabiliza”, disse.

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