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TSE mantém o calendário, mas já considera adiar eleições

Angelo Augusto Santi | 05/04/2020 | 12:00

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta semana uma campanha nas redes sociais contra fake news ressaltando que, até o momento, não há previsão para adiamento das eleições municipais previstas para outubro deste ano. Futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso, admitiu que as eleições municipais marcadas para outubro podem ser adiadas devido à pandemia do novo coronavírus. Ele, no entanto, afirmou que ainda é cedo para traçar qualquer cenário futuro e reiterou que uma eventual decisão cabe ao Congresso Nacional.

O professor Oswaldo Fernandes, presidente do PSB-Jundiaí, diz que as conversas com candidatos foram bastante prejudicadas, e tiveram de ser feitas via telefone. “O fato de não ter uma reunião presencial torna a relação mais fria e dificulta um pouco as negociações. É complicado, mas não tivemos alternativa. Imagino que seja possível um adiamento, visto que já houve prejuízo no processo eleitoral e nas campanhas, mesmo com o TSE tendo mantido os prazos, como a janela partidária, que se encerrou ontem”, comenta.

José Galvão Braga Campos, o Tico, presidente do DEM-Jundiaí, diz que todos estão sendo prejudicados, e que o momento não é para se pensar em eleições. “Seria prudente adiar o pleito, pois isso tem que ficar em segundo plano agora. O mais importante é a preocupação com a vida das pessoas”, comenta.

Marcello Giacaglia, presidente do diretório do Partido Novo de Jundiaí diz que a crise atrapalhou um pouco as campanhas, pois os pré-candidatos já deveriam estar circulando mais e divulgando suas propostas. “Mesmo que tentem substituir por divulgação nas redes sociais, neste momento as pessoas estão muito mais preocupadas com a pandemia e com o fantasma do desemprego do que com a eleição, que será daqui a pouco mais de seis meses. Já a discussão sobre adiar ou não a eleição, eu entendo que ainda seja prematura, pois faltam quase cinco meses para o início da campanha, então pode ser que tudo já esteja normalizado em agosto, a tempo de termos uma eleição absolutamente normal”, afirma.

Marcus Dantas, presidente do PSL-Jundiaí, diz ser a favor de um alinhamento das eleições gerai e municipais daqui a dois anos. “Assim, seria possível realocar a verba eleitoral, de R$ 2 bilhões e a verba da preparação da eleição, cerca de R$1 bilhão, para o combate à pandemia do coronavirus. O país faria eleição para todos os cargos eletivos a cada quatro anos, gerando uma economia de R$ 9 bilhões de reais em uma década apenas retirando as eleições municipais. Haveria maior conexão entre os temas nacionais (presidente, senadores e deputados federais) e as temáticas regionais e municipais(governador, deputados estaduais, prefeitos e vereadores), propiciando um debate mais amplo e soluções mais abrangentes. Nesse caso, haveria a prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores, que ficariam nos cargos por seis anos, mas sem possibilidade de reeleição”, comenta.


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