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Urbanização divide moradores no Caxambu e Jardim Brasil

ANGELO AUGUSTO | 06/10/2019 | 05:00

A urbanização de determinadas regiões de Jundiaí tem sido o assunto mais polêmico do novo Plano Diretor do município, que será votado pela Câmara dos vereadores nas próximas semanas. Caxambu e Jardim Brasil são principais focos de discussão.

Em relação ao Caxambu, a discussão se dá pelo desejo de se realizar loteamentos, para desmembrar as propriedades e permitir a venda de maneira regular. Isso já aconteceu no passado, porém de maneira irregular: proprietários vendem pequenas partes de suas terras sem autorização legal, criando os chamados lotes clandestinos.

Evandro Marquesim, proprietário de uma área e produtor de vinhos, conta que vê como positiva a urbanização e a regularização dos loteamentos. “Hoje em dia se tornou muito comum a venda de lotes clandestinos. O problema é que nestas construções não há preocupação nenhuma com a preservação do meio ambiente, nem tão pouco tratamento de água e esgoto. A construção de condomínios fechados com a obrigação de se preservar parte da área verde, por exemplo, é uma ótima opção”, comenta.

A prefeitura diz que a atividade agrícola é muito importante par a cidade, mas para ser economicamente viável, é preciso haver algumas participações do poder público, além de atividades complementares, como o turismo rural.

Já em relação ao Jardim Brasil, os moradores ainda não entraram em acordo sobre a liberação de comércios de baixo impacto do bairro.

O morador Lancaster Dutra é um dos que defendem a permanência do bairro como exclusivamente residencial. “Ainda estamos tentando convencer a prefeitura e a Câmara de vereadores a respeitar a vontade da maioria dos moradores, que deseja que permaneça residencial. Protocolamos um abaixo-assinado junto à prefeitura e à Câmara, demonstrando a vontade de 93 moradores para que o Jardim Brasil permaneça residencial”, comenta.

Já a moradora Yasmin Taha é a favor da abertura e diz que ela trará mudanças positivas. “O Jardim Brasil é um bairro central, com todo seu entorno comercial. Logo, não há justificativas para mantê-lo como está. A abertura é de interesse da cidade como um todo, do ponto de vista da mobilidade, desenvolvimento e segurança. No novo Plano Diretor a prefeitura propõe avanços, permitindo instalação de clínicas, consultórios e escritórios, que foram aprovadas pelo Conselho de Políticas Territoriais. Já existem inclusive 30 CNPJs abertos em residências do Jardim Brasil”, afirma.


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