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“Vão procurar sua turma”, diz Heleno sobre críticas de europeus

FOLHAPRESS | 27/06/2019 | 19:45

Integrante da comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para o G20, o ministro Augusto Heleno (GSI) disse que ninguém tem moral para criticar a política ambiental do Brasil.

“A política de meio ambiente é totalmente injusta ao Brasil. O Brasil é um dos países que mais preserva meio ambiente no mundo. Quem tem moral para falar da preservação de meio ambiente do Brasil?

“Este países que criticam? Vão procurar a sua turma”, disse o ministro em Osaka, à véspera do início do encontro que reúne líderes das 20 maiores economias.

O ministro disse “não ter nenhuma dúvida” de que existe uma estratégia de outros países em pedir que o Brasil preserve seu ambiente para que eles possam fazer a exploração no futuro.

“Eu não tenho nenhuma dúvida, eu nunca tive nenhuma dúvida. Estratégia de preservar o meio ambiente do Brasil para mais tarde eles explorarem. Está cheio de ONG por trás deles, ONG sabidamente a serviço de governos estrangeiros. Vocês têm que ler mais um pouco sobre isso, viu? Vocês estão muito mal informados”, disse a jornalistas na porta do hotel em que a comitiva de Bolsonaro está hospedada na cidade japonesa.

O debate ambiental estará presente no encontro do G20, que começa nesta sexta (28). Líderes europeus, como o presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã, Angela Merkel, questionaram posicionamentos do Brasil.

Macron disse que poderá não assinar um acordo entre a União Europeia e o Mercosul se o governo Bolsonaro deixar o acordo de Paris, que traz uma série de medidas sobre a condição climática.

Questionado sobre o acordo, Heleno disse que “isso já foi dito”. “Pode ou não [sair do acordo], se for perguntado. Não está na pauta do G20 isso”.

O acordo comercial entre os blocos latino-americano e europeu está em discussão neste momento em Bruxelas, para onde viajou o chanceler brasileiro Ernesto Araújo.

Merkel disse estar muito preocupada com a preservação da Amazônia e que aproveitaria o G20 para “ter uma conversa clara” com Bolsonaro.

Ao chegar ao Japão, Bolsonaro disse que não aceitará advertências de outros países após ser questionado sobre a declaração da chanceler alemã.

“Eles [ALEMÃES] têm a aprender muito conosco. O presidente do Brasil que está aqui não é como alguns anteriores que vieram aqui para serem advertidos por outros países. Não, a situação aqui é de respeito para com o Brasil. Não aceitaremos tratamento como no passado de alguns casos de chefes de estado que estiveram aqui”, disse, sem exemplificar a quem se referia.


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