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Vaquinha on-line pode ser boa alternativa em 2020

Angelo Augusto Santi | 30/07/2020 | 10:23

Com foco maior na interação via redes sociais por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as vaquinhas on-line poderão ser um forte aliado dos candidatos para arrecadar fundos durante o período de campanha.

A modalidade de arrecadação a partir das plataformas digitais, chamada popularmente de ‘vaquinha’ foi adotada pela primeira vez no pleito de 2018. Na ocasião, candidatos captaram R$ 20 milhões em todo o país. Ainda que o valor tenha sido baixo em relação ao fundo eleitoral, de R$ 1,7 bilhão naquele ano, a alternativa se mostrou promissora.

Agora, apesar do cenário de indefinições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu repetir a fórmula, praticamente no mesmo formato. Como não houve modificação nas regras que funcionaram com precisão em 2018, esse formato se tornará uma alternativa mais promissora agora.

Aos partidos que terão pouco ou nenhum recurso do fundo partidário, como no caso do Novo, meios alternativos de arrecadação as vaquinhas terão grande importância. Pré-candidata a vereadora pela sigla, Mônica Sheila Mazzoli Mori diz que a arrecadação é importante, mas ainda é cedo para pensar nisso. “A pandemia realmente está atrapalhando bastante, tanto no contato com as pessoas quanto na parte financeira. O público ainda não pensa em eleição e, o mais importante para conseguir apoio, é ter um projeto sólido e correr atrás”, comenta.

O presidente do PSDB-Jundiaí, Fernando de Souza, comenta que nenhum dos candidatos do partido deverá utilizar o esquema de vaquinhas. “Fica a critério de cada um, mas gera uma preocupação a mais em relação à prestação de contas da campanha. Vejo até como inconveniente se preocupar com doações em um momento tão difícil como este que vivemos”, afirma.

Já o pré-candidato a vereador Caio Augusto Mesquita, do Podemos, está otimista em relação às arrecadações on-line. “Vejo como uma boa maneira de financiar um pré-candidato, em especial aqueles que não utilizarão fundo partidário, como eu. O apoio que tenho recebido nas redes sociais mostra que esse sistema pode funcionar”, relata.

O publicitário João Miras afirma que os pré-candidatos ainda precisam ter bastante cuidado ao divulgar as vaquinhas. “Os políticos podem ser mal interpretados se levarem a questão adiante. As pessoas estão muito angustiadas, inseguras e ainda há todo o problema financeiro envolvido. A orientação que tenho dado a amigos e clientes é que esperem. É cedo para dar início às campanhas de financiamento coletivo”, aponta.

Embora seja uma forma de doação que não faz parte da cultura política em nosso país, deverá ter, neste ano, importância bem maior da que teve em 2018, não só pelo fato de a política de distanciamento social, mas também pelo fato de que as pessoas estão mais integradas do que nunca nas mídias sociais.


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