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Vereadores do ‘Parlamento Jovem’ são diplomados na Câmara de Jundiaí

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 14/11/2018 | 05:05

A sessão desta terça (13) da Câmara de Jundiaí foi marcada pela diplomação dos 19 adolescentes eleitos para o Parlamento Jovem. Os estudantes foram escolhidos por voto popular e enfrentarão, ao longo de 2019, um mandato simulado. “O Parlamento Jovem é um programa educativo criado para possibilitar a vivência do processo democrático aos jovens”, explicou o presidente Gustavo Martinelli (PSDB), autor do projeto.

Entre os 19 jovens vereadores, 11 são mulheres, muito diferente da atual Legislatura que segue até 2020 no poder, que não conta com nenhuma representante do eleitorado feminino. Elas estão, inclusive, entre as três mais votadas. Vitória Scatena Teixeira, do colégio Criarte, foi uma delas. Eleita com 650 votos, ela tornou, assim, a presidente da Legislatura-mirim. “Este projeto é fundamental para formar a consciência política dos jovens. É uma oportunidade de empoderamento frente aos desafios cotidianos da cidade” afirmou, em seu primeiro discurso na tribuna como representante da jovem Legislatura.

O discurso sobre a importância de construir uma consciência política entre os jovens soou estranho após a discussão ocorrida durante a Tribuna Livre, que voltou a tratar do projeto Escola Sem Partido. O primeiro orador foi Adnan Camargo Negro, que misturou dialeto gay com marxismo.

Segundo o coordenador do movimento Direita SP em Jundiaí, o Enem deu exemplo de “doutrinação marxista” ao colocar em sua prova uma questão sobre o “Pajubá”, dialeto próprio da comunidade LGBT+. “Eu li e reli e não compreendi o que está escrito. Não sei se a prova deveria se chamar Exame Nacional do Ensino Médio ou do Ensino Marxista. Em seguida, subiu à Tribuna o ex-professor Carmelito Ferreira De Jesus, que criticou o projeto. “Querem amordaçar o professor. A democracia é difícil, mas a aceitação das diferenças é sua essência”, afirmou.

O grupo do Direita SP o interrompeu constantemente, fazendo com que cobrasse do presidente da Casa uma posição. “Eu que estou com a palavra, me respeite. Um homem de 68 anos como eu sendo repreendido por ‘muleques’. Vai deixar, Martinelli?”, questionou. O chefe do Legislativo prontamente pediu silêncio no plenário. “Não concordo com o que está sendo dito, mas peço que respeitem e deixem ele falar”, disse.

Ordem do dia
O veto do prefeito ao PL 12.641, sobre vagas para idosos e deficientes, causou polêmica quando o próprio autor da proposta, Wagner Ligabó (PPS), pediu que o veto fosse mantido em protesto. “Se querem encontrar pelo em ovo, não vou mais discutir”, disse.

A declaração iniciou um debate entre os colegas. “Peço que reconsidere, pois o projeto é legal, constitucional e muito bom. A justificativa do veto é ridícula”, defendeu Paulo Sérgio (PPS). “Não podemos baixar a cabeça”, concordou Edicarlos Vieira (PSD). O veto acabou sendo derrubado por 12 votos a 6.

Também foi aprovado o PL 12.689, de Romildo Antônio (PR), que cria a campanha de conscientização “Jundiaí Livre de Plástico”. O projeto foi discutido com entidades da indústria e ambientalistas da cidade.

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