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Vereadores fazem apelo ao estado por volta do comércio

Angelo Augusto Santi | 20/05/2020 | 11:30

Em sessão que aconteceu na manhã de ontem (19) na Câmara de Jundiaí, a flexibilização da quarentena foi o assunto mais discutido entre os vereadores. Uma moção de apelo ao governo do estado de São Paulo para a implantação de uma política estadual de distanciamento controlado, com a classificação dos municípios quanto à sua capacidade de absorção hospitalar dos infectados pelo covid-19, bem como o índice de contágio da doença em sua população, foi aprovada e será enviada.

O texto é de autoria de todo o colegiado de vereadores e teve unanimidade de votos favoráveis. Antes da votação, a maioria dos parlamentares fez o uso da palavra para citar pontos importantes a favor de uma reabertura gradual do comércio, principalmente os menores, que estão sendo os mais prejudicados.

Um dos mais incisivos na fala foi Rogério Ricardo da Silva (DEM), que criticou as aglomerações em estabelecimentos considerados essenciais como os supermercados. “Os supermercados viraram verdadeiros shoppings. Uma funcionária do caixa chega a atender centenas de clientes no mesmo dia, sem falar no alto número de pessoas lá dentro. Enquanto isso, os donos de lojas de roupas, sapatos e cosméticos, por exemplo, que atendem uma, duas pessoas de cada vez, não podem abrir. O que o nosso governador está fazendo é pura jogada política e nosso prefeito, que tentou uma flexibilização, agora está de mãos atadas”, comentou.

O delegado Paulo Sérgio Martins (PSDB) frisou a importância da conscientização da população em se manter em casa o máximo possível e disse que é preciso uma regra homogênea para toda a cidade. “Existem lugares onde ainda há bares abertos, alguns deles lotados de gente. É preciso que as pessoas tenham a sensibilidade de respeitar o isolamento e que a lei funcione para todos os estabelecimentos: abre todo mundo ou fecha todo mundo”, afirmou.

Valdeci Vilar Matheus (PTB), que também é comerciante a mais de 35 anos, falou um pouco sobre as dificuldades que os pequenos empreendedores têm passado. “Por termos vivido recentemente uma grave crise econômica, a grande maioria dos comerciantes não possui uma reserva financeira para cumprir suas obrigações. O pagamento de aluguel, fornecedores e salário dos funcionários depende do faturamento mensal, que foi praticamente dizimado. Isso sem falar na grande dificuldade que existe em se conseguir crédito a juros baixos, por se tratar de micro e pequenos empresários.”

Arnaldo da Farmácia (DEM) disse que os novos hábitos gerados pela covid-19 deverão permanecer mesmo com o fim da pandemia. “Países como o Japão já adotam esse tipo de comportamento, com menos contato físico, maior distanciamento e, principalmente, mais higiene”, comentou.


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