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Vitória tucana antecipa debate na Câmara sobre rumos de 2016

| 07/10/2014 | 23:18

O resultado das eleições no último domingo já rendeu discussão no cenário político local sobre os rumos e composições para 2016. Em sessão ordinária, nesta terça-feira (07), na Câmara Municipal, vereadores comentaram, nos bastidores, a vitória dos três eleitos da cidade como o ‘pontapé‘ para os preparos em relação às próximas eleições municipais.

Em clima de ‘pós-eleição’, a sessão foi contida, sem declarações inflamadas entre os colegas e de rápida apreciação – dois vetos do prefeito, além de textos de denominação de rua. Os vereadores também homenagearam gestantes da cidade pelo Dia do Nascituro (nesta quarta-feira), celebrado anualmente na Casa. Padres e pastores convidados falaram sobre a importância da vida, contra o aborto, e cada bancada presenteou uma gestante.

Nos intervalos e corredores, a conversa, porém, foi de repercussão. Na opinião de Rogério Silva (PHS), a vitória de Miguel Haddad (PSDB) e Luiz Fernando Machado (PSDB), para vagas na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa respectivamente, além de Alexandre Pereira (SDD), eleito deputado estadual, muda a preparação. “Um ex-prefeito como federal tem uma força muito grande. Vamos sentar no PHS e conversar sobre qual postura adotar a partir do ano que vem”, disse.

Rogério lamentou ainda a perda do presidente da Câmara, Gerson Sartori (PT), que apoiou para deputado federal. O petista é um dos quatro vereadores que se candidataram às eleições, entre os 19 da Casa. “A Câmara é independente e o prefeito tem apoio porque os projetos são bons. Muita coisa está acontecendo na cidade. Ele está indo muito bem”, disse Sartori.

Paulo Sérgio Martins (PPS), que apoiou candidatos do seu partido e também os tucanos durante campanha, adiantou que o PPS pretende ter chapa pura para a prefeitura em 2016. “Vamos tentar até o fim. Acho que o cenário muda, mas sou contra a polarização de PT e PSDB na cidade. Precisamos de uma terceira opção”, defendeu.

Para Paulo Malerba (PT), que tentou ser deputado estadual, definições baseadas na conjuntura dessas eleições são precipitadas. “Temos dois anos pela frente. Acho que não há um reflexo nas relações da Câmara. Temos que ponderar o contexto do Estado e País. Ainda tem muita água para passar.” Sobre a perda de Junior Aprillanti (PCdoB) para estadual, o presidente do partido, Rafael Purgato (PCdoB), atribui prejuízos ao discurso dos ‘anti-PT’. “Precisamos entender esse recado das urnas e temos dois anos para mostrar nosso trabalho. Junior ficou como 1º suplente e mantivemos a bancada na Assembleia. No geral, foi bom.”

José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB), se prepara para ajudar na campanha de Aécio Neves (PSDB) e, naturalmente, diz que vê força para seu partido. “Quem está no poder, tanto no governo federal quanto municipal, não teve um desempenho que agradou e isso se refletiu nas urnas”, cutucou. Ele evita adiantar se os eleitos tucanos deixarão o mandato para tentar a prefeitura daqui a 2 anos. Ainda na sessão, familiares prestigiaram a homenagem às gestantes emocionadas.


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