Política

Votação da lei que proíbe ambulantes nos ônibus é adiada

T_protesto
Crédito: Reprodução/Internet
A segunda sessão do ano da Câmara Jundiaí teve um início agitado e barulhento: defensores da causa LGBTQIA+ - entre eles mães de crianças que se dizem trans - estiveram presentes para protestar contra a fala do vereador Douglas Medeiros (PP) da semana passada, a respeito da família de Jundiaí que realizou a inclusão do nome social de sua filha considerada trans. O professor Marcelo Limão Gonçalves fez o uso da palavra na Tribuna Livre e enfatizou que existem sim crianças trans, mas que isso não tem nada a ver com sexualidade ou pedofilia, mas sim com o que ela sente e como ela se vê. A fala teve apoio do grupo presente, que compareceu levando cartazes a favor das crianças trans. Douglas estava presente na Câmara, mas não compareceu ao plenário no momento da fala e dos protestos. Mesmo assim, foi citado e vaiado pelos presentes. Em relação à pauta, o projeto mais aguardado da noite, que proíbe nos ônibus a comercialização de produtos e serviços, além do constrangimento a passageiros para obtenção de benefícios, foi adiado a pedido do autor do texto, vereador Marcelo Gastaldo (PTB). Todos os outros vereadores foram a favor do adiamento. Marcelo usou a tribuna para defender o projeto, afirmando que seu principal objetivo é o de acabar com os incômodos causados pelos vendedores aos usuários dos ônibus de Jundiaí. "O mais importante é promover uma discussão sobre o tema e, caso não seja aprovado como está, que achemos um meio termo para atender os pedidos dos usuários que não querem ser incomodados, mas tentando não prejudicar os ambulantes." Os vereadores Wagner Ligabó (Cidadania) e Valdeci Vilar (PTB) se manifestaram a favor da criação da nova lei, enquanto Romildo Antônio (PL) disse estar do lado dos vendedores ambulantes. Leonardo Victor da Silva, que trabalha como ambulante nos terminais rodoviários, usou a Tribuna Livre para discursar a favor da regularização dessa atividade e contra o projeto de lei do vereador Marcelo. "Sequer existem muitos vendedores dentro dos ônibus. Em vez de tentar proibir nosso trabalho, Jundiaí deveria usar a cidade de São Paulo como exemplo, onde a prefeitura estabeleceu a regularização e organização do trabalho de todos os ambulantes." Já o projeto de lei do vereador Cristiano Lopes (PSD) que fixa critérios para execução e manutenção de calçadas teve o veto parcial do Executivo mantido. Sendo assim, o programa passa a se chamar Plano Municipal de Parcerias e Melhorias, e o seu artigo 6º, que pretendia obrigar os moradores que votassem contra as reformas em suas ruas a também arcar com a divisão dos custos da obra, foi retirado do texto. "Esse é um dos projeto mais importantes da minha gestão, pois as calçadas de alguns bairros de Jundiaí precisam urgente de melhorias, principalmente na região do Centro e nas áreas rurais", comentou o vereador.

Notícias relevantes: