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18 mil eleitores de Várzea Paulista têm título eleitoral cancelado; veja consequências

BÁRBARA MANGIERI - bmangieri@jj.com.br | 15/03/2018 | 03:00

Em Várzea Paulista, um dos 32 municípios paulistas onde o recadastramento biométrico é obrigatório este ano, 18.362 cidadãos estão com o título eleitoral cancelado por não terem realizado o procedimento dentro do prazo, que se encerrou dia 19 de dezembro de 2017. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) estendeu o prazo para a regularização do documento até sexta-feira, dia 23, mas a cidade permanece com 21% dos eleitores irregulares. A chefe da 242ª Zona Eleitoral da cidade, Francy Quirino, afirma que a procura dos varzinos tem sido baixa. “Fizemos um plantão de atendimento no sábado (10), mas atendemos menos de 30 pessoas”, disse. “Neste próximo sábado (17) faremos um último mutirão de atendimento, das 9h às 18h, para aqueles que não têm horário disponível durante a semana”, avisa. Na opinião da chefe de cartório, o desinteresse dos varzinos em regularizar sua situação eleitoral está diretamente ligada ao descrédito da população nos representantes. “Infelizmente as pessoas confundem as coisas e não percebem que o título eleitoral é um documento como o CPF, o RG ou qualquer outro, e deve estar em dia”, opina.

PERDA DE DIREITOS
Segundo o TSE, o cidadão com título eleitoral cancelado fica impedido de votar, tirar passaporte, concorrer ou assumir cargo público e se matricular em instituição de ensino pública. Além disso, Francy afirma que, após o dia 23, quem tiver o título eleitoral cancelado terá, também, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) bloqueado pela Receita Federal. “Os demais órgãos da Justiça entendem que, se um dos documentos está desatualizado, o motivo pode ser falecimento. Então eles bloqueiam os documentos até a pessoa provar que está viva”, explica a chefe da 242ª Zona Eleitoral. Com o bloqueio do CPF, o cidadão perde mais direitos, como ter a conta bancária cancelada. “A pessoa fica impedida de fazer qualquer operação de crédito ou empréstimo”, diz Francy. “Quem recebe pensão ou aposentadoria também deixará de ter o benefício, já que o INSS ficará irregular”.

COMO REGULARIZAR?
Para fazer o cadastramento biométrico, o eleitor deve se dirigir à 242ª Zona Eleitoral de Várzea Paulista, na rua Maria Aparecida, nº 84 e levar documento de identidade com foto (RG ou CNH), título de eleitor, e comprovante de residência recente em seu nome. Vale lembrar que, até 2020, todos os brasileiros deverão ter realizado o recadastramento biométrico, que torna as eleições mais seguras com o registro da impressão digital, o que diminui as chances de fraude eleitoral.

NA REGIÃO

As sete cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) estão em estágios diferentes quanto ao recadastramento biométrico dos eleitores. Em Jundiaí e Itupeva, 100% dos aptos a votar já realizaram o procedimento em 2011, uma vez que a biometria era obrigatória nessas cidades para a realização das eleições de 2012. Louveira, por sua vez, recadastrou 100% de seus eleitores em 2013. Nas demais cidades do AUJ, o recadastramento biométrico não é obrigatório para as eleições de 2018. Mesmo assim, em Jarinu, 62% da população já estão com a biometria em dia. Já em Campo Limpo, o procedimento já foi realizado por 29% da população e, em Cabreúva, apenas 8% dos eleitores fizeram o recadastramento.


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