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Cidades do Aglomerado permanecem endividadas

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 20/04/2018 | 05:00

Apesar da retomada econômica do País, os municípios do Aglomerado Urbano de Jundiaí permanecem com grande número de dívidas. Os prefeitos da Região afirmam que boa parte dos encargos já foi paga e outra está sendo renegociada.

A Prefeitura de Várzea Paulista diz que ainda está pagando dívidas da gestão anterior, que terminou em 2012. A atual gestão não soube informar o total da dívida deixada. O prefeito reeleito, Juvenal Rossi (PV), quitou os débitos com fornecedores em fevereiro deste ano. Durante os últimos cinco anos, foram pagos cerca de R$ 74 milhões para extinguir este passivo.

A dívida com o Fundo de Seguridade Social de Benefícios dos Funcionários Públicos (FUSSBE), resultado da não contribuição por quatro anos também da antiga gestão de Várzea, supera os R$ 90 milhões. Após renegociação, a prefeitura vem pagando, em dia, parcelas de R$ 300 mil mensais para sanar as despesas com o fundo.

Para conseguir arcar com as dívidas e manter o município funcionando, uma das ações da Prefeitura de Várzea Paulista foi criar a Unidade Gestora de Planejamento e Inovação (UGPI), que conseguiu cortar R$ 3,15 milhões do orçamento de 2017.

Dívida no armário
Em Itupeva, a dívida total do município no início da atual gestão superava os nove dígitos. Marcão Marchi (PSD) teve de encarar R$ 213 milhões em passivos. Além disso, o salário de dezembro de 2016 dos servidores públicos e uma parte do 13º salário também não haviam sido pagos. Para completar, cerca de R$ 8 milhões em notas fiscais não cadastradas foram encontradas em um armário. O montante era maior do que o orçamento previsto para 2017 – em torno de R$ 220 milhões.

Desse valor, R$ 31 milhões já foram pagos e outros R$ 80 milhões, referentes ao não-repasse do INSS pela gestão anterior, foram renegociados e parcelados com o governo federal. Os principais credores da administração são fornecedores, prestadores de serviços essenciais e impostos.

Campo Limpo
O prefeito Japim de Andrade (PSB) assumiu a gestão Campo Limpo Paulista em 2017 com um déficit de R$ 160 milhões. Em março deste ano, a dívida havia sido reduzida em 40%. Dos R$ 60 milhões restantes, mais da metade se refere a débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já foram renegociados.

A cidade de Cabreúva, segundo informa a prefeitura, não possui dívidas atualmente. Já as prefeituras de Jundiaí, Jarinu e Louveira não enviaram informações até o fechamento desta edição.


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