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Crescimento econômico gera otimismo e expectativa na Região

NIZA SOUZA - csouza@jj.com.br | 03/03/2018 | 01:20

O crescimento de 1% na economia brasileira no ano de 2017 e o total de R$ 6,5 trilhões do PIB (Produto Interno Bruto), divulgados pelo IBGE têm gerado otimismo e expectativa por parte dos especialistas. De acordo com o professor de economia do Unianchieta e gestor da Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí, Messias Mercadante de Castro, os números são muito relevantes, embora o percentual tenha sido baixo, revertendo a tendência de queda, para uma curva ascendente. “Essa condição sinaliza que a economia poderá crescer em torno de 3% neste ano.”

Segundo Messias, alguns fatores corroboram para essa projeção. “A inflação baixa; a taxa básica de juros (6,75% ao ano), sendo a mais baixa da história; o saldo favorável na balança comercial; os investimentos diretos dos estrangeiros na economia; a melhora do nível do consumo interno e a disposição crescente de investimentos por parte das empresas instaladas no Brasil.” Já o presidente do Sincomercio de Jundiaí e Região, Edison Maltoni destacou a retomada da economia após anos difíceis. “Este resultado se alinha aos Índices de Confiança do Consumidor e do Empresário, que também tiveram alta este ano, demonstrando otimismo no mercado. Para 2018 temos uma projeção da FecomercioSP de 3% no PIB e acreditamos que, se a Reforma da Previdência for aprovada e houver continuidade da política econômica, o País começará a alavancar ainda mais o crescimento da economia.”

O 1º vice-presidente da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) de Jundiaí, Alexandro de Freitas afirmou que a primeira reação é positiva, pois o Brasil saiu da recessão e entrou na trajetória de recuperação.“O número apurado pelo IBGE comprova essa retomada, que está ocorrendo em ritmo acentuado, especialmente pelo agronegócio; a demanda e os consumos da família e o setor externo.” Já para o setor industrial ele considerou como um alento, apesar do crescimento zero, relativo ao ano de 2017. Freitas acredita no crescimento econômico do País neste ano. “Diversos aspectos estão colaborando para a projeção: retomada do consumo das famílias; aumento do nível de confiança; estabilização do desemprego; menor taxa de juros e a confiança do empresariado. São aspectos que devem ganhar força no 2ºe 3º trimestres do ano.”

 


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