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Grupo faz manifesto e prefeitura orienta desocupação

| 12/04/2014 | 09:05

Moradores que ocupam uma área particular no bairro Jardim Paulista, em Várzea Paulista, há cerca de 40 dias, fizeram uma manifestação, na tarde desta quarta-feira (16), pela avenida Fernão Dias Paes Leme, com o intuito de cobrar a prefeitura para abrir mais diálogo e firmar um acordo para que eles conquistem uma moradia.

O grupo, denominado Movimento dos Moradores Sem Casa de Várzea Paulista, parou em frente à prefeitura. Também pediu para falar com o prefeito da cidade, Juvenal Rossi (PV), mas foi informado que o mesmo não estava presente. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Várzea aconselha os moradores a deixarem a área ocupada e que se organizem em forma de entidade.

A prefeitura afirmou que respeita o direito dos moradores de se expressarem e diz tê-los recebido três vezes para conversas. Com faixas pedindo por moradia, aproximadamente 200 pessoas caminharam por três horas. A manifestação atrapalhou o trânsito da principal via da cidade, causando congestionamento. Após sair da frente da prefeitura, o grupo subiu a avenida sentido Jundiaí e foi até uma rotatória em frente à rua Maria Stela.

Em quatro momentos, o grupo chegou a ajoelhar na rua e orar. Os moradores ocupam a área particular há aproximadamente 40 dias. Ao todo, são 300 famílias, separadas por lotes que eles próprios demarcaram. A prefeitura salienta que o terreno está em uma área industrial, com grande declive, e não é o mais adequado para receber moradias.

Desde que o local foi ocupado pelo grupo, o dono da área entrou com uma liminar na Justiça, pedindo reintegração de posse. Segundo a advogada do proprietário, é aguardada a ação da Justiça, em conjunto com a Polícia Militar, para que o terreno seja liberado. Isso deverá ocorrer nos próximos dias.  Na tarde desta quarta-feira (16), a Polícia Militar e o Ministério Público de Várzea Paulista foram procurados e questionados sobre a situação dos moradores e a reintegração de posse, mas até o fechamento desta edição não responderam à reportagem.

Na avenida
A dona de casa Vanessa Lourenço, 29 anos, ergueu um barraco no terreno, junto com o marido, e diz que tudo corre bem. Segundo ela, os moradores têm utilizado uma cozinha comunitária. “Eu ainda mantenho uma casa de aluguel, apenas para tomar banho, na Vila Real.” Quem também aderiu ao movimento é o pedreiro Oséias de Freitas, 27, que vive com a mulher na área e diz não ter outro local para ficar caso precise sair de lá.

Uma das pessoas à frente do grupo de moradores é o ex-vereador Sulinar José de Oliveira. Segundo ele, os moradores formaram uma comissão com aproximadamente 20 pessoas e estão organizados. No fim da manifestação, ele fez chamada dos moradores que fizeram parte do movimento, no pontilhão ao lado da prefeitura, o que causou mais congestionamento.

A Polícia Militar tentou dialogar, para que eles liberassem a via, mas houve uma demora de 30 minutos, o que, segundo a polícia, não estava previsto.


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