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PM faz reintegração de posse em área particular

| 12/04/2014 | 10:04

A área ocupada por 300 famílias no Jardim Paulista, em Várzea Paulista, foi devolvida para seu proprietário na manhã desta terça-feira (29), após a ação de reintegração de posse feita por 150 homens da Polícia Militar, além do apoio da Polícia Civil, da Secretária de Cidadania e Assistência Social da prefeitura e de Oficiais de Justiça.

Apesar da colaboração da maior parte das pessoas que tinha demarcado uma área no local, houve casos de resistência. Barracos foram queimados pelos próprios moradores e derrubados por máquinas. A área tem aproximadamente 120 mil m² e fica em um setor industrial da cidade, perto da Vila Real.

O grupo ficou no terreno até o começo da tarde desta terça-feira (29) e articulava uma possível nova invasão na cidade, dessa vez em um espaço público (leia mais na matéria abaixo). A secretária de assuntos jurídicos da Prefeitura de Várzea Paulista, Florenides Santos Gaino, explicou que medidas judiciais serão tomadas caso ocorram invasões, como processos ao grupo e ao líder que incita o movimento.

A Guarda Municipal da cidade está em alerta. A ação de reintegração de posse começou por volta das 6h. Os 150 homens da Polícia Militar chegaram em dois ônibus e viaturas. O helicóptero Águia acompanhou a ação. Apesar de 300 lotes demarcados na área e das 300 famílias cadastradas em um documento dos próprios moradores, apenas 20 pessoas dormiam em barracos no momento em que a Polícia Militar chegou.

A função da polícia foi garantir a segurança. A área foi cercada pelos homens e a imprensa não teve acesso a todos os locais. O proprietário do terreno, responsável pelo pedido de reintegração, contratou 40 homens para derrubar os barracos, fazer a limpeza do terreno e ainda cercá-lo. Ele levou sete caminhões, três tratores e duas retroescavadeiras para fazer a derrubada e retirar o entulho.

Um dos primeiros barracos a cair pertencia às irmãs Ana Paula de Oliveira Silva e Ana Patrícia de Oliveira Silva, que foram acordadas pelo som dos policiais e saíram pacificamente. Elas viviam no local com mais três crianças e informaram que pretendem retornar à casa da mãe, para não ficarem sem teto. “Saímos daqui, mas vamos continuar no movimento, lutando por uma moradia”, informou Ana Paula.

A dona de casa Celízia Victória também vivia no local com o marido. Ela está grávida e tem outros dois filhos. “Eu pagava aluguel na Vila Real, mas não tenho mais condições de arcar com o gasto”, declarou. “Aqui vivíamos como uma família, a gente se ajudava e tínhamos uma cozinha comunitária.”


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