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Sem previsão para terminar, greve já atinge 70%

| 28/05/2014 | 01:49

Mais de 70% dos 2,3 mil servidores públicos de Várzea Paulista aderiram à paralisação, que continua nesta quarta-feira (28). Eles recusaram a proposta da prefeitura, que oferecia reajuste de 6,28% a partir de janeiro de 2015 e pagamento de vale-alimentação no valor de R$ 200 até dezembro deste ano. Uma nova assembleia está marcada para esta quarta-feira (28), às 10h, em frente à prefeitura, entre funcionários e governo para discutir novas propostas.

Os representantes do governo apresentaram duas propostas diferentes na manhã e tarde desta terça-feira (27). A primeira delas prometia um reajuste salarial de 6,28% – compatível com a inflação – a partir de janeiro de 2015. Ao ser recusada, apresentaram uma nova opção: o mesmo reajuste e o pagamento de um vale-alimentação no valor de R$ 200 até o final deste ano. “Essa proposta ainda não contempla as necessidades do servidor”, afirmou o presidente do Sifuse (Sindicato do Funcionários e Servidores Públicos de Várzea Paulista), Waldir Caldas.

A reivindicação do sindicato é que paguem o reajuste da inflação (6,28%) e mais 6% de aumento real. Os servidores exigem, ainda, que o vale-transporte seja pago em dinheiro e que ao invés de cesta-básica a prefeitura forneça um vale-alimentação de R$ 300. Funcionária da Secretaria de Saúde e tesoureira do sindicato, Rejane Zacarato, explica que o pagamento do vale-transporte em dinheiro ajudaria quem não pode usar o ônibus, por morar em áreas afastadas. “Faltam condições de trabalho também. Não há medicamentos e materiais. O gás para esquentar a comida dos funcionários da saúde tem que ser comprado com o nosso dinheiro”, conta.


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