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Sem registros, 21 cubanos não trabalham na Região

| 12/05/2014 | 02:02

Três cidades da Região que receberam 22 profissionais para atuar no programa Mais Médicos, no último mês de abril, ainda não contam com quase a totalidade dos médicos atuando na rede pública. No caso de Itupeva e Várzea, o atraso na emissão do Registro do Ministério da Saúde (RMS). por parte do governo federal, faz com que os profissionais estejam parados, ou seja, sem atender nos últimos vinte dias. 

Apenas uma médica cubana que está em Itupeva trabalha, há menos de duas semanas, no atendimento do Programa Saúde da Família (PSF), no Jardim Guiomar. Dadya Milagros iniciou a atividade antes das demais colegas por ter conseguido a liberação do Registro do Ministério da Saúde. 

Principal obstáculo em Itupeva até o fim da última semana, o RMS equivale ao registro de médicos brasileiros no Conselho Regional de Medicina (CRM). De acordo com nota emitida pela prefeitura na sexta-feira (9), os três documentos faltantes foram emitidos na última semana.

JUNDIAÍ E VÁRZEA
Procurada para esclarecer o motivo de os quatro médicos cubanos não estarem atuando em Jundiaí, a prefeitura emitiu uma nota onde alega que a Secretaria de Saúde está concluindo os preparativos e a unidade de atendimento designada para cada profissional. O texto não afirmava se os quatro cubanos que estão em Jundiaí já contam com o RMS.

Já em Várzea Paulista, o RMS foi liberado para dez, dos 11 médicos cubanos designados para atender na cidade. Por nota, a Secretaria de Saúde de Várzea explica que o documento é fornecido pelo Ministério da Saúde assim que os novos profissionais são confirmados pelo município no sistema SGP (Sistema de Gerenciamento de Programas).

Mesmo portando os registros, a secretaria informa que os profissionais não foram para a rede de saúde porque passam por treinamentos, nos diversos setores da pasta, e acertam os últimos detalhes de suas moradias.

O órgão revela que assim que forem para seus postos de trabalho, o que deve acontecer nos próximos dias, os médicos passarão por uma fase de adaptação e reconhecimento do território em que atuarão.


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