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Vacinação contra a febre amarela avança na Região

VINÍCIUS SCARTON - VSCARTON@JJ.COM.BR | 10/03/2018 | 04:53

A cobertura vacinal contra a febre amarela avançou entre as cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). Em Jundiaí, 302.537 doses de vacinas foram aplicadas entre 2017 até o dia 2 de março, somada às 100 mil doses disponibilizadas em anos anteriores, o que resulta em 98,3% da população imunizada. Na cidade houve um registro de caso positivo em humano (recuperado) e uma morte suspeita em um morador local. Já em Várzea Paulista, de abril de 2017 até março de 2018 foram vacinadas cerca de 66.156 pessoas, o que representa 56,17% da população.  onsiderando que, no ano 2000 foram vacinados 45.024 cidadãos (38,23%), o total da população imunizada é de 94,4%. Neste período, foram confirmados 2 casos da doença, sendo 1 óbito (importado).

Cerca de 45 mil doses foram aplicadas em Itupeva desde 2017 e 80% da população já recebeu a vacina. A cidade não registrou nenhum caso da doença. Jarinu não divulgou a quantidade de doses aplicadas, mas informou que 98% da população já foi vacinada. Nesta cidade, foram confirmados 5 casos da doença e um óbito. Já em Cabreúva, 58,3% da população está imunizada e 27.555 pessoas foram vacinadas. Campo Limpo Paulista aplicou até o momento, 59.187 doses, resultando em 71,72% da população, Neste período 1 caso da doença foi registrado. A cidade de Louveira foi procurada pela reportagem e até o fechamento desta edição não informou os números da cobertura vacinal.

MÉDICO ORIENTA GESTANTES

O professor de Pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e infectologista pediátrico do Hospital Universitário (HU), Saulo Duarte Passos faz um importante alerta às gestantes e mães que estão amamentando crianças menores de 6 meses. Segundo ele, a vacina contra a febre amarela não deve ser aplicada nesse público. De acordo com Passos, alguns hábitos podem ser adotados a fim de evitar a picada do mosquito. “Para as mães gestantes, a recomendação fica por conta do uso de repelentes, além da utilização de camisa manga longa, principalmente em períodos de risco durante o dia (manhã e tarde), quando os mosquitos estão mais em evidência.” O infectologista do HU também deixou uma orientação fundamental para as mães que estão amamentando. “Elas devem fazer a ordenha do leite e armazenar em um freezer por até 28 dias.” Segundo a secretaria estadual da Saúde, pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas, também não devem tomar a vacina e recomenda nesses casos a importância de consultar o médico.


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