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Amamentação prolongada gera benefícios para o bebê

DA REDAÇÃO | 09/02/2019 | 05:02

A amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida do bebê. No entanto, manter as mamadas até os dois anos ou mais, junto com a introdução alimentar, pode trazer muitos benefícios para a saúde da criança. Dentre eles, diminuição de alergias, proteção contra infecções respiratórias, favorecimento da capacidade cognitiva, melhor desenvolvimento da cavidade bucal, redução do risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes e muito mais.

A nutricionista Marcela Bionti, responsável pelo Banco de Leite Humano de Jundiaí, conta que muitas mulheres, embora saibam dos benefícios do leite materno, não conseguem continuar a amamentar seus bebês acima de um ano por falta de apoio e informação. “Muitas mulheres por falta de conhecimento não acreditam que o leite materno continue sendo bom após os seis meses, muito pelo contrário, continua tendo grande importância na nutrição e conferindo a criança proteção contra as doenças da fase”, explica.

De acordo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no segundo ano de vida, 500 ml de leite materno fornece 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia de que uma criança precisa diariamente.

Marcela destaca que outro benefício da amamentação continuada é o fortalecimento de vínculo entre a mãe e bebê. “Cria uma relação de troca muito intensa, gerando segurança e fortalecendo o emocional da criança”, relata.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, estudos mostram que crianças não amamentadas no segundo ano de vida têm duas vezes mais chance de morrer devido a doenças infecciosas se comparadas a crianças submetidas à amamentação prolongada.

DESMAME
A nutricionista explica que o leite materno é um alimento dinâmico, que se adapta a cada fase do bebê. “O nível de anticorpos, os tipos de hormônios presentes no leite materno mudam de acordo com as necessidades da criança”, explica. “Conforme a criança cresce, esses níveis vão se ajustando e isso ocorre exatamente para começar a preparar o bebê para o desmame, que acontecerá no momento certo, conforme as mamadas se tornam mais espaçadas”, completa.

Quanto ao tempo certo de suspender a amamentação, Marcela explica que o desmame deve ocorrer de forma natural. “Enquanto a amamentação ocorrer de forma prazerosa para mãe e bebê, não há nada que impeça de prosseguir. O desmame vai ocorrer quando ambos estiverem prontos para ele”, explica.

“O fato é que algumas mães conseguirão praticar a amamentação continuada e outras tomarão a decisão de desmamar mais cedo. O fundamental é que todas tenham condições de conhecer as vantagens de cada escolha e fiquem tranquilas em terem tomado as melhores decisões para seus filhos”, explica.

Elza Fiuza/Agência Brasil

Elza Fiuza/Agência Brasil


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