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Avanços na medicina ajudam pacientes com Parkinson

| 29/04/2014 | 11:13

Uma doença degenerativa e progressiva, a doença de Parkinson já incapacitou muita gente, mas na última sexta, quando foi lembrado o dia mundial da doença, o neurologista Vitor Tumas, da Academia Brasileira de Neurologia, diz que, quando corretamente tratada, ela não diminui a expectativa de vida do paciente e que são raros os casos em que provoca incapacidade.

O Parkinson, que não tem cura e raramente afeta pessoas jovens, geralmente atinge a população com mais de 60 anos. Estima-se que 3% da população com mais de 64 anos tenha a doença. Os sintomas mais comuns são tremor nas mãos, rigidez e lentidão de um lado do corpo.

De acordo com Tumas, o diagnóstico é feito diretamente pelo médico, geralmente neurologista, sem necessidade de exames. Podem surgir também depressão, alterações do sono, diminuição do olfato e constipação intestinal. “Os sintomas começam a aparecer geralmente em um lado do corpo e vão progredindo ao longo do tempo, ficando sempre uma diferença de intensidade entre os dois lados. Se o paciente fizer o tratamento bem feito, consegue viver bem por um bom tempo”, explicou Tumas.

O especialista cita pesquisas que apontam fatores genéticos e ambientais, como por exemplo exposição a agrotóxicos, como causadores da doença. Os estudos também apontam que a cafeína protege do Parkinson. Tumas ressalta que é muito importante começar o tratamento o mais cedo possível, para diminuir a evolução da doença, que em casos mais graves pode exigir intervenção cirúrgica.

O tratamento básico consiste em medicamentos para os sintomas motores. Esses remédios são vendidos no Programa Farmácia Popular do Ministério da Saúde com 90% de desconto. Ele deve ser associado a outros métodos de reabilitação, quando for necessário, como fisioterapia e fonoaudiologia.


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