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ESF atende 27% da população de Jundiaí

ANGELO AUGUSTO | 23/06/2019 | 05:02

A Estratégia Saúde da Família (ESF), programa do Governo Federal que busca promover a qualidade de vida da população brasileira e intervir nos fatores que colocam a saúde em risco, tem feito com que uma parte da cidade de Jundiaí já tenha mais facilidade para atendimento com um médico, enfermeiro ou agente de saúde quando necessário.

Jundiaí possui 18 equipes da ESF trabalhando regularmente, sendo que 8 delas se encontram na Clínica da Família, localizada no Parque Residencial Jundiaí. As outras 10 estão presentes em 8 das 35 UBS (Unidade Básica de Saúde) da cidade. Alguns resultados desse trabalho já podem ser notados. A fila de espera para os exames de ultrassom e raio-X, por exemplo, já foi zerada no setor oeste da cidade, onde se encontra a Clínica da Família.

As equipes da Estratégia de Saúde da Família são compostas por um médico, um enfermeiro, de um a três técnicos de enfermagem e de três a seis agentes de saúde. Ao todo, são 18 médicos, 18 enfermeiros, 54 técnicos de enfermagem e 150 agentes de saúde divididos entre as 18 equipes da cidade.

Cada um dos 150 agentes de saúde é responsável por 750 vidas. Totalizando 112.000 vidas, o que representa cerca de 27% da população da cidade de Jundiaí. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que se tenha um médico para cada mil habitantes. A previsão é que até o final do ano que vem, mais uma Clínica da Família, junto com uma unidade pré-hospitalar, esteja funcionando em Jundiaí, no bairro da Vila Hortolândia, ampliando ainda mais a atuação do ESF no município.

Tiago Texera, gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, conta que a Estratégia Saúde da Família está em processo de expansão na cidade de Jundiaí, mas que a falta de financiamento para a construção de novas unidades ainda é o maior obstáculo. “O Governo Federal direciona apenas uma parte do orçamento necessário para a cidade, e o restante é o município que tem que bancar. O custo mensal de uma Clínica da Família é de R$500 mil, mas só recebemos R$60 mil. O restante é pago com dinheiro de imposto municipal”.

Dayron Morales Ramos, médico de uma das equipes do programa, conta que são atendidos pacientes de todas as idades e com qualquer tipo de problema. “A maioria dos casos são de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, mas também realizamos exames de mamografia, Papa Nicolau e até colocação de DIU para as mulheres”.

Ainda segundo o gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, o principal foco do projeto é a chamada atenção primária, que corresponde aos cuidados preventivos que as pessoas devem tomar. “Os gastos com prevenção são um dinheiro muito bem investido, pois é um modelo mais resolutivo”.

Toda Clínica da Família conta com uma ferramenta chamada Guardião da Saúde: um totem que permite aos usuários avaliar o atendimento dos profissionais e as condições do local, além de dar sugestões para que o serviço possa melhorar.
A paciente Zai Ferreira da Silva, que fez exames devido a uma dor de estômago, fez elogios ao atendimento recebido e ao sistema do Guardião da Saúde. “É legal tem um serviço onde a gente possa opinar sobre o local e os médicos. Eu nunca tinha visto isso em lugar nenhum”.

Em processo de expansão na cidade, o programa tem como foco a chamada atenção primária, que corresponde aos cuidados preventivos


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