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Governo testará novo remédio contra covid-19


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Crédito: Reprodução/Internet
O governo federal anunciou na quarta-feira (15) que começará a testar em pacientes com o novo coronavírus um medicamento que, em laboratório, obteve eficácia de 93,4%, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O nome do remédio, que já é utilizado para outras doenças, não foi divulgado sob a justificativa de evitar uma corrida às farmácias, como houve com a cloroquina. "Fiz questão de não saber este nome para evitar uma correria em torno deste medicamento enquanto não temos certeza de que ele vai funcionar para isso", afirmou o ministro Marcos Pontes. Serão testados 500 pacientes em cinco hospitais militares no Rio, um em São Paulo e um em Brasília. Os pacientes têm que assinar um termo de consentimento e não saberão o que estão tomando. O teste dura cinco dias e, em seguida, os pacientes são observados durante nove dias, ainda internados no hospital. Serão monitorados carga viral, sintomas, exames clínicos, de imagem, além de testes cardíacos e laboratoriais. De acordo com o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas, Marcelo Morales, serão testados pacientes que chegar ao hospital com pneumonia, febre, tosse e tomografia com característica de vidro fosco. "Nem o paciente vai saber o que está tomando nem o médico vai saber o que está dando", explicou o secretário. Parte dos pacientes receberá o medicamento, enquanto parte receberá um placebo. Segundo Marcos Pontes, os testes devem ser concluídos até meados de maio e, como o remédio já existe, poderá ser usado para o tratamento da enfermidade. O medicamento, de acordo com o ministro, "tem muito pouco efeito colateral". Morales informou que já há versão genérica do remédio. De acordo com o ministério, foram testados 2.000 medicamentos para identificar fármacos compostos por moléculas capazes de inibir proteínas fundamentais para a replicação viral. Os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, ligado ao ministério, descobriram que dois reduziram significativamente a replicação viral em células. O remédio mais promissor apresentou 93,4% de eficácia em ensaios com as células infectadas, de acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

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