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Vacina é essencial para o combate ao sarampo

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 03/04/2019 | 14:20

Após 4 anos, São Paulo tem um caso de sarampo confirmado. Segundo o último boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde, a vítima foi um bebê de cinco meses. A criança foi contaminada na Noruega em uma viagem que fez para a Europa, local que apresenta surto da doença.
Em Jundiaí, segundo a prefeitura, o último caso registrado no município foi em 1998. O gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), Tiago Texera conta que isso ocorre por conta do alto índice de vacinas administradas na cidade. Em 2018, a estimativa de vacinação era 19 mil crianças entre um e quatro anos. Desse número, 98,4% do público alvo foi vacinado. “Jundiaí não registra casos de sarampo desde 1998 e isso é resultado de um intenso trabalho para a vacinação da população, a partir das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das campanhas intensificadas nos períodos estabelecidos pelo Ministério da Saúde como prioritários. As doses, no entanto, estão disponíveis durante o ano inteiro na rede. Superar a marca de 95% da população de crianças entre um e quatro anos de idade, estabelecida pelo Ministério da Saúde fortalece a sociedade e reduz os riscos de ocorrências de casos da doença na cidade”, detalha.
O biólogo Horácio Teles afirma que a vacina é fundamental para imunizar a pessoa. “Até um ano a criança não possui imunidade contra a doença. O sarampo é grave e pode trazer diversas complicações”, informa. O especialista informa que a contaminação voltou a acontecer porque as pessoas esquecem que ela existe. “O Brasil havia erradicado o Sarampo em 2016. Esse controle faz com que a população não dê a devida importância para a vacina. Ela entra no esquecimento. Por isso as campanhas permanentes de vacinação são fundamentais”, explica.

CONTÁGIO E VACINA
Causada por um vírus, o sarampo é uma doença grave e contagiosa, que pode ser transmitida por contato direto com a secreção ou pelo ar. Os sintomas podem incluir febre alta, tosse, coriza, olhos lacrimejando, manchas avermelhadas na pele e manchas brancas na parte interior das bochechas. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, está disponível em todos os postos de saúde da cidade e deve ser aplicada em duas doses, aos 12 e aos 15 meses. Crianças maiores de 1 ano e adultos até 29 anos que não foram vacinados ou não têm certeza sobre a imunização devem também tomar duas doses. A partir dos 30 anos, apenas uma dose é recomendada.

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