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Bem-Vindos! Bienvenidos! Welcome!

| 29/04/2014 | 10:10

Assim que recebi o convite para escrever esta coluna no Jornal de Jundiaí Regional me deu a mesma sensação da primeira descida da SheiKra, montanha-russa do Busch Gardens, na Flórida, que vai a mais de 100 quilômetros por hora!

Eu pensei: “A primeira? Quantas pessoas vão ler? Tem que ser uma coisa interessante! Não posso ter nenhum erro de português e tem as “novas” regras gramaticais que eu ainda não decorei! E agora?” Aí começo a viajar na maionese (acostumem-se com expressões do arco da velha). Quando foi a minha primeira viagem de avião?

Eu nasci no México, e desde bebê de colo meus pais já me levavam nas viagens em que ele trabalhava e minha mãe passeava (dá para passear com um bebê de colo?). Então, essa pergunta fica sem resposta. Tem a primeira vez que eu fui para Nova York. Saí da estação Grand Central naquela escada rolante gigante e dei de cara com a floresta de edifícios. Sim, foi espetacular.

Eu estava com um casal de amigos, que tinha de me arrastar pelo braço de tão embasbacado/empacado que eu fiquei. É meio infantil, mas a primeira cena que me veio à cabeça foi o homem-aranha jogando aqueles jatos de teia, pulando de prédio em prédio e o Hulk, logo atrás, com os saltos gigantes espatifando os carros. E a primeira vez em Veneza? Chorei. De verdade.

Nenhum livro, revista, foto de internet, historinha ou filme consegue passar o que é aquela cidade quando vista “de perto”. Infelizes são as pessoas que viajam para lá e lembram do cheiro dos canais. Que cheiro? Eu me lembro da Piazza de San Marco, do campanário, das gôndolas muito maiores do que eu imaginava, da Ponte do Suspiro, da comida!!! O melhor  risoto de frutos do mar da minha vida.

A primeira vez que eu vi neve? Já tinha mais de 30, não era nenhum imberbe mais. Fiquei emocionado de novo. Fiz o que a maioria faz, enfiei um monte de neve na boca para ver o gosto, me joguei ao chão várias vezes, saí de camiseta num frio de vários graus abaixo de zero para tirar foto e mostrar que eu “guento”, fiz aula de snowboard e no segundo dia tentava me jogar na pista “preta” (tomava neosaldina como se fosse MM´s) e dava gritos do teleférico para ver se tinha eco. Enfim, um turista normal. Normal e feliz!

Lembrei-me do primeiro passageiro que eu atendi. Queria ir para Porto Seguro, um pacote tradicional, uma semana com a namorada. Eu fui soletrar o nome dele para a cia. aérea fazer a reserva e disse “o nome dele é Walter, com whisky” (a maneira de dizer que o nome dele começa com W).

E o passageiro rápido me diz “não, não, fala para ela que eu não tomo whisky, mas uma vodka eu topo!”. No fim, ele adorou a viagem, com ou sem vodka (provavelmente alguns copos de Capeta). Já dizia uma antiga propaganda de roupas íntimas femininas: o primeiro texto a gente nunca esquece.

Vou escrever sobre histórias de viagem, ´causos´ engraçados ou nem tanto, comidas inesquecíveis, lugares espetaculares ou que por algum motivo ficaram gravados no meu HD interno. Se apenas uma pessoa se divertir lendo minha coluna já terá sido dever cumprido, dormirei com o sorriso do gato da Alice! Bienvenidos!

QUADRI CAFFE E RISTORANTE
Onde: Veneza, Itália, na própria Praça de San Marco
Site: http://www.ristorantequadri.it

Detalhe: Faça reserva para garantir. Cuidado para não ficar tão distraído com a beleza do lugar. Foi inaugurado em 1638!

Prato: Peça o risoto, qualquer um, são todos excelentes.


Link original: https://www.jj.com.br/turismo/bem-vindos-bienvenidos-welcome/
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