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Berlim, a simpatia alemã!

| 01/10/2014 | 00:01

Berlim é uma cidade simpática, muito simpática. Pode até parecer um elogio meio sonso para capital de uma das maiores potências econômicas do mundo, mas no meu dicionário pessoal, se eu fosse um berlinense, sentiria orgulho dessa classificação. Estufaria meu peito e desfilaria como um pavão com todas as plumas bem abertas e cheio de moral.

Comecei me impressionando por uma mega atração no lobby do meu hotel. Ficamos no Radisson Blu, perfeitamente localizado no centro. E eu notei que havia uma movimentação de gente além de apenas hóspedes. Pois no meio do hotel há um aquário gigante, com uma altura de 12 andares, cheio de peixes, repito, no lobby! E pagando míseros 5 euros, você pega um elevador especial que entra no aquário, bem devagar. Acho que é para os peixes não darem com os chifres no vidro do elevador, né?

A cidade é inteira plana, com os pontos turísticos principais relativamente perto uns dos outros. Muito fácil de caminhar, pegar transporte público, alugar bicicletas. Existe até a “Ilha dos Museus”. Bem na parte central da cidade, se forma uma espécie de ilha mesmo, com o Rio Spree ao redor, e nela ficam acocorados cinco museus, entre eles, o maravilhoso Pergamon e o importantíssimo Altes. Vizinhos de muro! Não podia ser mais fácil.

O muro de Berlim é visita mais que obrigatória. Ele que um dia dividiu arbitraria e agressivamente a cidade em duas metades, hoje é um painel artístico a céu aberto. Muitas pinturas do Muro são aclamadas e famosas, como “O Beijo” ou o “Trabant” (carro típico da Alemanha oriental, horroroso, parece um carro-Lego-fúnebre mal talhado) que simula atravessar o muro.

Matilhas de turistas param ali para tirar fotos. Quando a guia começa a contar como os guardas impediam a travessia das pessoas para o lado ocidental, com campo minado, atiradores, arame farpado, sinto uma leve angústia. Mas são águas bem passadas.

Visitei o Palácio do Reichstag, onde fica o parlamento alemão. Um prédio maravilhoso, arquitetura impressionante e uma vista cinematográfica da cidade. Passei pelo Portão de Brandemburgo e pela imponente praça Pariser, marcos importantes da cidade, palcos de celebrações e comemorações.

E a principal atração fica para o fim do conto. Procurava uma loja de chocolates e a concierge do hotel me disse que só em Berlim existe uma loja da Fassbender & Rausch. Dois quilômetros a pé do hotel, chego no nirvana. Não só vende chocolates como vários tipos de doces, quitutes, sobremesas. Meus olhos saíram de órbita igual o coiote do papaléguas.

Há esculturas de chocolate que imitam o parlamento alemão, com um metro de largura, expostas ali, com o cheiro delicioso estapeando seu nariz, te deixa até meio zonzo. A parte que eu mais me diverti e destrocei minha carteira foi a de chocolates de origem controlada. Com variações de cacau de 30% a 75%, vindos de Papua Nova Guiné, Madagascar, Ecuador, Trinidad e Tobago.

Os maias que me desculpem, mas desde que eles faziam o próprio “chocolatl”, o mundo não viu nada parecido com o que eu experimentei e me deliciei naquela loja. Ah, e sim, todos os atendentes da loja eram extremamente simpáticos!


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