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Croácia, uma ilha badalada

| 08/06/2014 | 00:05

Torcendo contra ou a favor, o início da Copa do Mundo 2014 está próximo e que tal conhecer algumas peculiaridades do país que será o primeiro adversário do Brasil no campeonato, no dia 12 de junho? Além de ser um país cheio de história, ilhas badaladas e belezas naturais, a Croácia carrega em sua bagagem marcas das várias batalhas pela quais passou, até ser desmembrada da antiga Iugoslávia, em 1991, e ser reconhecida como governo independente em 1992.

Além de sua capital, Zagreb, que fica bem ao norte do país, muitas cidades merecem ser conhecidas e valem a pena uma paradinha, como Split e Dubrovnik. A viagem entre as duas cidades pode ser feita facilmente com carro ou ônibus, mas preferi optar pelo automóvel, para poder desfrutar do lindo litoral croata, com suas águas verdes esmeraldas maravilhosas do Mar Adriático.

A cidade de Split é praticamente dividida em duas, a parte antiga, onde estão as ruínas históricas, junto ao Mar Adriático, e a nova, uma cidade moderna como outra qualquer da Europa. Mas não há muitos pontos turísticos para visitar na Old Town. Ela é usada pelos turistas principalmente como ponto de partida para as várias ilhas paradisíacas espalhadas pela costa croata.

De lá você pode fazer inúmeros cruzeiros ou passeios de ferry, principalmente para a ilha de Hvar, uma das muito badaladas entre os visitantes, e as ilhas Brac e Korkula, também muito conhecidas. Para conhecer Split é necessário apenas parte de um dia, quando você irá visitar o Palácio de Dioclesiano, um dos imperadores romanos nascido na Croácia.

O palácio de Dioclesiano, ou Dioklecijanova, foi construído entre os anos de 298 e 305 para ser um palácio fortificado e para que o imperador e sua esposa passassem as temporadas do verão. Considerado pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade, dentro de suas muralhas há edifícios que estão praticamente intactos com arquitetura romana, por conta da invasão dos venezianos no país.

A cerca de um quilômetro dali está a única praia urbana de Split, a praia de Bacvice. Parte dela é de cimento, dando um ar de um calçadão, e tem até uma escada para descer ao mar.  Na outra parte, do lado esquerdo, há um trecho de praia de verdade com um areia escura. Ali há vários barzinhos, onde é possível apreciar a cerveja croata, a Ozujsko, comendo uma das comidas típicas, a fried squid (lula empanada).

Um passeio imperdível é o Parque Nacional Plitvice, ou Plitvicka Jezera, que está a cerca de três horas de carro ao norte de Split. O parque é um dos mais lindos do mundo e possui 16 lagos com degraus naturais, um mais espetacular que outro, que recebem a água de várias cachoeiras. O lago mais alto fica a 636 metros de altitude e o mais baixo a 503 metros. Foi considerado pela UNESCO, em 1979, como Patrimônio Natural da Humanidade.

Dubrovnik – A partir de Split há duas rodovias que levam a Dubrovnik, que está distante a cerca de 198 quilômetros, uma pela rodovia A1, mais rápida, e a outra pelo litoral, mais demorada mas onde é possível se deslumbrar com lindas cidadezinhas à beira-mar. O tempo de viagem até lá leva umas cinco horas, contando com algumas paradas para tirar fotos e para um lanche.

A estrada traz um inesperado posto de fronteira. É parte da Bósnia-Herzegovina, que após um acordo político com a Croácia ‘ganhou‘ cerca de oito quilômetros de litoral para poder ter sua própria saída para o mar. Neste trecho está a cidade de Neun. Para entrar na cidade, guardas bósnios irão examinar seu passaporte, mas essa situação é tratada como uma simples passagem de trânsito.

Na saída da cidade, seu passaporte será novamente conferido. Bem perto está Dubrovnik, conhecida como a ‘Pérola do Adriático”. É uma cidade portuária deslumbrante e sua cidade histórica, com uma mistura de prédios medievais e renascentistas, mais maravilhosa ainda. Para os fãs da série Games of Thrones, o lugar parecerá muito familiar.

Não é para menos, lá foram filmados alguns episódios da série. A cidade antiga é cercada por uma muralha, conhecida como Muralha de Ston ou Grande Muralha da China da Europa, construída por volta de 1350, com cerca de 2,5 Km e 25 metros de altura. Foi construída com a pretensão de isolar a península dos invasores.

Ao entrar na cidade antiga logo você vai se deparar com a ‘avenida‘ principal, a Stradun, ou Placa, que é uma rua larga feita de mármore branco que brilha maravilhosamente durante o dia e à noite. É lá que está a maioria das lojas e as muitas sorveterias da cidade. Há também casas de câmbio.

Em suas extremidades estão o enorme portão da entrada principal, a Pile, que há séculos é a entrada da cidade, e, do outro lado, a Torre do Relógio, com mais de 30 metros de altura. A partir daí é possível chegar ao outro portão principal, o Ploce, e a saída para o porto, onde vários navios de cruzeiros chegam diariamente com centenas de turistas.

Depois da visita pelo interior da muralha, é possível pegar o funicular que o levará até o topo do Monte Srdj, com 405 metros de altura e que foi usado como ponto estratégico durante a guerra. O local foi palco de um campo de batalha contra a invasão de sérvios e montenegrinos, em 1991.

Apesar de a vista ser maravilhosa, a lembrança da guerra está por toda a parte. É possível ver as marcas dos bombardeios e de trincheiras pelo local, onde também está instalado o Museu da Guerra, que abriga peças da guerra de libertação, como artefatos e documentos. É uma visita imperdível.

E se tiver mais dias livres disponíveis, há inúmeras agências que organizam passeios de um dia pelas ilhas ao redor e principalmente para Montenegro, outro país que também pertencia à antiga Iugoslávia, ou mesmo visitar Medugorje, uma pequena região da Bósnia, composta por cinco vilas, e onde supostamente ocorreram aparições da Virgem Maria.


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