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Destinos cervejeiros

| 25/05/2014 | 05:00

Hoje vou “concorrer” com meu vizinho de coluna e falar um pouco de cerveja. Existem vários destinos interessantes que são conhecidos por fazerem excelentes cervejas e oferecerem uma enorme variedade de estilos. Alguns são mais manjados (Alemanha) e outros estão despontando como verdadeiros oásis de alegria (Estados Unidos).

Até bem pouco tempo atrás, quem quisesse tomar uma gelada em qualquer lugar, basicamente tinha uma opção: a conhecida e cansada pilsner. Tecnicamente falando, as brahmas e skols da vida são estilo “american lager”. Mas para não torcerem o nariz e me acharem um almofadinha, digo pilsner mesmo. Até porque não sou estudado e versado no assunto, e nem é o objetivo deste humilde texto.

Imagine para alguém que gosta de vinho, viver num país que só vende tinto. Limitado e chato, né? Mas as coisas mudaram bastante no universo cervejeiro e hoje você pode experimentar e se apaixonar por vários outros estilos, cores, sabores e temperaturas. Me lembro da primeira cerveja “diferente” que tomei. Fui na loja do Tiago, onde o vinho é o principal produto, quando ele me chamou a atenção:

– Juju (meu apelido infame), já tomou essa cerveja? Leva, você vai gostar, é completamente diferente do que você tomou até hoje. É uma Baladin, italiana, teor alcoólico de 9%, mas muito saborosa.

Pois bem, não é o que podemos chamar de barata, mas levei, confiando na amizade. Num dia qualquer, comemorando alguma coisa que já não me lembro, resolvi abrir a bendita. Não é um exagero, minha vida mudou. Ali eu percebi que, independente da preferência, existe um mundo de cervejas que pode e deve ser explorado.

Não quero convencer ninguém a mudar de gosto, apenas que experimente coisas novas e aí sim, faça sua escolha. Até hoje, a Baladin é minha cerveja preferida! Inclusive estamos organizando um grupo para visitar as cervejarias trapistas da Bélgica e da Holanda agora em outubro.

Para uma cerveja levar este rótulo de “autêntica trapista” deve seguir algumas regras como: ser feita dentro de um mosteiro trapista, por monges ou supervisionada por eles, e não visar unicamente o lucro. É uma história bem interessante por trás e o produto final é inesquecível. 

Ultimamente estou me deliciando com as cervejas artesanais americanas e alguns destinos nos Estados Unidos podem misturar a apreciação (moderada) da bebida com milhares de atrações:

Nova York: Da cidade nem preciso de muitas delongas, um milhão de coisas para se fazer, museus, restaurantes, comprinhas e um centro imenso de distribuição e fabricação de cerveja. O pub “Blind Tiger” é o campeão com mais de 300 rótulos!

Colorado: um dos maiores produtores em número de cervejarias, e ainda dá para ficar bem confuso sobre qual montanha de esqui escolher: Aspen, Vail, Breckenridge, Steamboat, Snwomass e várias outras.

Califórnia: a lista de cervejarias aqui também é farta e saborosa. Lembrando que Los Angeles e San Francisco são supercidades para passear e ficar vários dias com o bônus que estão relativamente perto de Las Vegas, o paraíso na terra.


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