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Komodo, a ilha dos Dragões, na Indonésia

| 21/10/2014 | 23:03

Indonésia é um país exuberante em termos culturais, naturais e surpreende pela sua exoticidade. O país que está localizado no sudeste asiático é o maior arquipélago do mundo, com mais de 17 mil ilhas. É conhecido por suas belas praias, e principalmente por um dos lugares mais paradisíacos do mundo, a ilha de Bali.

Contudo, não são apenas as belezas naturais que compõem a Indonésia. As riquezas culturais são traços marcantes de um país com mais de 250 milhões de pessoas, que se dividem nas ilhas mais povoadas: Java, Sumatra, Kalimantan, Sulawesi, Maluku, Papua (Irian Jaya), Bali e Nusa Tenggara, dentre outras ilhotas. Ademais, o povo da Indonésia é multicultural (o país abriga mais de mil etnias e sub-etnias), vive em harmonia religiosa (são seis principais religiões reconhecidas: Islamismo, Cristianismo, Protestantismo, Budismo, Hinduísmo, Confucionismo) e é hospitaleiro e amigável. Dentre esse mix de atrações, vale à pena visitar a região conhecida por seus peculiares habitantes, os dragões de Komodo, que habitam as ilhas de Komodo, Rinca e a região de Flores.

Labuan Bajo – É um vilarejo de pescadores e principal via de acesso para os parques nacionais que são o habitat dos mais antigos répteis, descendentes mais próximos dos dinossauros, os dragões de Komodo. A cidade conta com um pequeno aeroporto, a 2 km do centro, e pode ser percorrida a pé em cerca de 15 minutos. Também conta com serviços de hospedagem que vão desde pousadas simples até hotéis quatro estrelas com spa e arquitetura sustentável. A cidade possui um porto onde os turistas, acompanhados por guias, sobem em barcos rumo ao Parque Nacional de Komodo, para poder avistar os maiores répteis da terra, os dragões de Komodo.

O passeio mais comum é feito em dois dias, sendo que uma noite os turistas ficam alojados nos barcos. O serviço é confortável e dispõe de quartos com pequenas camas, banheiro e alimentação feita pelos pescadores e moradores locais com ingredientes frescos. A base da alimentação é frutos do mar e arroz. A viagem é tranquila e as montanhas e praias que circundam o trajeto impressionam pelas suas tonalidades de cores. Ao chegar ao Parque Nacional de Komodo, serviços de guias de turismo já esperam para orientar os visitantes e fazem recomendações de prevenções para evitar ataques inesperados dos dragões de Komodo.

O Parque Nacional de Komodo foi fundado em 1980, com intuito de proteger o réptil, conhecido como o maior lagarto do mundo. Posteriormente, foi dedicado a proteção de outras espécies locais, incluindo as marinhas. Somente em 1991, o Parque foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco. Além disso, em 2011, por voto popular, a ilha de Komodo foi declarada uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza. A região da ilha de Komodo é uma das mais áridas da Indonésia, por isso uma breve caminhada pelo Parque te dará a sensação de estar em um filme do Jurassic Park. Essa impressão é maior quando o visitante se depara com um morador típico do local, o dragão de Komodo.

Dragão de Komodo – O dragão de Komodo é uma espécie de réptil que possui aparência de dinossauro, pode medir até 3 metros de comprimento e pesar 100 kg. Sua saliva contém diversas bactérias nocivas e sua mordida é temida por todos os nativos, além de suas enormes garras e cauda. São carnívoros e sua dieta favorita é carne de animais em decomposição, as quais são localizadas usando a língua para sentir o odor, a aproximadamente mais de nove quilômetros de distância, segundo estudos de biólogos.

No caso de não achar nenhuma carniça, o dragão de Komodo vai à caça, podendo atingir até 20 km/h, com suas musculosas pernas. Mas preferem esperar a presa, pacientemente e imóveis, para armar uma emboscada. Se a presa atacada for mordida pelos dentes serrados do dragão, mesmo que ela fuja, provavelmente irá morrer de envenenamento sanguíneo, devido às bactérias contidas na saliva do réptil.

Todo cuidado é essencial para evitar ataques inesperados. Os dragões muitas vezes ficam imóveis tomando banho de sol, pois são ectodérmicos, ou seja, dependem do calor do ambiente externo para regular a sua temperatura corpórea. Sendo assim, não é aconselhável que turistas se aproximem muito dos imponentes dragões de Komodo enquanto estão imóveis nestas ocasiões, pois a qualquer momento podem se sentir ameaçados e atacar as pessoas que se aproximarem.


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