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Las Vegas é de outro mundo!

| 15/06/2014 | 00:50

Antes de conhecer Las Vegas eu pensava: “o que tem de tão especial nessa cidade que todo mundo fala? Qual a graça de um lugar que os atrativos são os hotéis e os cassinos? Eu nem jogo! Como pode tanta gente ir para lá?” Nessa hora meu Grilo Falante deveria ter se transformado em Hulk, me segurado “pelo colarinho” e enchido minha cara de tapas até eu cair grogue. E quando eu me levantasse, mais uma rodada de bolachas, até perder a consciência outra vez. Sabe aquelas pessoas que falam sem saber? Eu mudei.

Não tem nada, absolutamente nada de comum, de ordinário, de simples ou humilde em Vegas (passo a chamá-la assim, já me sinto íntimo). Dos 20 maiores hotéis do mundo em número de quartos, 18 estão ali. Entrar no Hotel MGM, um dos espetaculosos hotéis que fica na Las Vegas Boulevard (também chamada de Strip Boulevard, principal avenida da cidade), e ver um lobby com mais posições de atendimento que um aeroporto é de assustar. Cinco mil quartos! Tenho a impressão que só ali dá para acomodar toda a Ponte São João. Em toda a cidade existem 150 mil quartos de hotel. Aí é covardia, cabe toda a minha cidade hospedada. E sobra um pouco para Várzea Paulista.

Por que visitar os hotéis? Um tem uma réplica da Torre Eiffel (Paris Hotel), com um terço da altura da original e uma vista impressionante. Outro imita os canais de Veneza (Venetian Hotel), com gôndolas passeando entre lojas de grifes lindíssimas, céu artificial com nuvens e sol fraquinho 24 horas por dia. Outro monstro desses tem uma montanha-russa com looping e tudo mais, dentro do lobby (New York New York), além de mais de dez restaurantes e cassino e teatro. Tem um no formato de pirâmide (Luxor Hotel), com canhões de luz que dá para ver a mais de 30 quilômetros de distância.

O Hotel Stratosphere tira seu fôlego, ao pé da letra. É um prédio cilíndrico de 120 andares, e lááááááá no cume, bem encarapitado, existe um “parque de diversões”. Só os insanos se “divertem” ali. Eu fui, minha profissão obriga. Pernas, braços, e o corpo todo travado de medo. A 300 metros de altura eles te colocam num daqueles inocentes chapéus mexicanos que começa a rodar. Só que ninguém avisa que ele se move para o lado, deixando sua cadeira suspensa e paralela ao chão (que está bem lá embaixo, lembram?). O brinquedo faz bem para a memória. Lembrei de todas as rezas que  tinha aprendido no catecismo.

Hoje existem sete shows do Cirque du Soleil em Vegas. Cada um com seu teatro em um hotel diferente. Além deles, o Blue Man Group tem um show permanente também, imperdível! Fora os shows de mágica, comédia e musicais. Celine Dion, Elton John e Cher se apresentam (ou se apresentaram) por anos, sempre com casa cheia.

Eu nem vou citar a parte gastronômica, merece outro texto. O que posso adiantar é que existem 13 restaurantes estrelados pelo guia Michelin. Aí eu me lembro daquele que afirma com categoria arroz-feijão:

– Ai, esse povo americano não sabe comer, né? Só tem hambúrguer lá!”.

ALEXANDRE MASSOTI jundiaiense de coração, agente de viagens e cidadão do mundo. Formado em administração de empresas, atua na área de turismo há 20 anos. E-mail: alexandre@rosamassoti.com.br.


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