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São Francisco: a cidade das flores!

| 14/10/2014 | 21:44

Tive o imenso prazer de voltar a esta linda cidade. Na primeira visita, há alguns anos, já tinha conseguido ver os principais pontos turísticos e inclusive passar pela ponte Golden Gate ouvindo, com o som no talo, o coração em festa e o peito a gargalhar, a música do Scott McKenzie, aquela mesma que manda você colocar flores no seu cabelo, e que diz que você encontrará pessoas gentis com flores no cabelo também. Vai entender, mas a música é o hino da cidade, e é linda.

O charme dessa pequena grande cidade é inegável. Até menor que Campinas, com pouco mais de 800 mil habitantes, dá para se perder pelas ruas estreitas, íngremes e floridas por vários dias. A pé, de bonde (uma instituição da cidade), de bicicleta (fortalecendo as panturrilhas), ou de carro alugado, pode mandar bala. Se puder escolher um hotel perto da Union Square, melhor ainda.

Restaurantes, bares, livrarias, mega-lojas, e até a região do píer são logo ali.
O Fisherman’s Wharf, área em frente à Baía de San Francisco que vai da Av. Van Ness até o píer 35, também dá para ir caminhando e é obrigatória a visita. Dá para tirar fotos lindas até da Golden Gate e da Treasure Island. Perto dos barcos ancorados fica uma espécie de “área de descanso” dos leões marinhos. Devem estar tão preocupados com a crise europeia ou com a sucessão presidencial no Brasil que ficam o dia todo ali, refestelados, tomando um bronze totalmente sem protetor solar, um perigo.

A diversidade cultural de Sanfran (como os íntimos chamam a cidade) impressiona. Por ser um porto de entrada da Ásia e ter passado por colonização espanhola também, a miscelânea dá um tempero interessante no caldo. Uma das maiores “Chinatowns” do mundo fica lá e a quantidade de restaurantes mexicanos deixa qualquer “mariachi” dançando em volta do próprio sombrero de alegria.

Um detalhe importante: a Golden Gate não é uma ponte que liga o nada a lugar nenhum. Depois de atravessá-la, a região de Sausalito, logo à direta, é banhada por uma praia lindíssima, tem casas espetaculares e em qualquer passeio de mais de dois dias deve ser incluída. Jantar no The Spinnaker, praticamente em cima da água (descontando os meus exageros), e ver o skyline de San Francisco à noite foi uma experiência celestial.

Nestes poucos dias que fiquei lá, passei algumas vezes em frente a um restaurante chamado Gran Cafe, colado no meu hotel, o Adagio (excelente, por sinal). Me chamou muito a atenção e, apesar de tantas outras ofertas gastronômicas ali mesmo, resolvi provar o Grand Burger. Bendita a hora que ouvi minhas lombrigas interiores. Disfarçado de bistrô francês, uma decoração bem elegante e garçons que parecem seus amigos de infância do Sesi, deixei de lado minha loucura por “steak tartare” e fui no prato americano. Carne alta, mal passada, pão quente e macio e o toque de gênio: batatas fritas fininhas, secas, polvilhadas generosamente com queijo ralado e azeite trufado. Trufado! Se sobrasse um pouco, teria levado para os leões marinhos, para ver se alguma coisa os deixava mais animados. Quase lambi o prato.

ALEXANDRE MASSOTI  é jundiaiense de coração, agente de viagens e cidadão do mundo. Formado em administração de empresas, atua na área de turismo há 20 anos. e-mail: alexandre@rosamassoti.com.br.


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