Jundiaí

Sem viagens e restaurantes, lojas regionais abasteceram a culinária

Com o isolamento social nesta pandemia, as pessoas recorreram aos empórios de produtos regionais para apreciar os sabores do Brasil


JORNAL DE JUNDIAI
Aroldo Brancalhão Junior diz que a busca por produtos mineiros foi boa
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

Com a pandemia, muitas pessoas ficaram impedidas de viajar e até de frequentar restaurantes durante algum tempo. Para matar a vontade de comer um prato típico de alguma outra região, as pessoas precisaram recorrer às lojas que vendem os produtos e ingredientes regionais.

Este foi o caso de quem procurou o Recanto Nordestino, da pernambucana Maria Nádia Lima Cordeiro. "Quando a pandemia estava mais forte, acho que por não ter opção, principalmente com os restaurantes fechados, as pessoas vinham, compravam e faziam as comidas, acho que viam receitas na internet. O movimento está normal agora, mas há alguns meses o movimento foi maior, mesmo assim não tive problema com o abastecimento dos produtos porque os fornecedores entregavam no prazo", diz.

O local, frequentado por pessoas de diversas regiões, inclusive por estrangeiros, atrai muitos clientes, como a paulista Carla Salvatore Sá, terapeuta ocupacional, que sempre vai buscar ingredientes. "Moro em Jundiaí há uns três anos e frequento aqui há uns dois. Sou do Candomblé e tem muita coisa da cozinha que a gente acha aqui. No começo da pandemia evitei vir, mas depois me acostumei porque não é um lugar cheio e eles atendem rápido", relata.

TIPICAMENTE MINEIROS

Outro tipo de culinária regional que costuma ter lojas temáticas é a mineira. Proprietário do Armazém Minas, Aroldo Brancalhão Junior conta que a procura durante a pandemia foi boa. "Eu verifiquei o aumento entre os meses de julho e agosto. Nos meses mais frios, o pessoal costuma viajar para Minas e neste ano não foram, então percebi um bom aumento", diz ele que é de Presidente Prudente, mas brinca que é mineiro de estômago.

Sobre o abastecimento durante o período de isolamento, o comerciante teve certa dificuldade de receber alguns produtos. "Logo no começo da pandemia, o pessoal em Minas estava muito preocupado. Nas duas primeiras semanas, as cidades estavam fechadas, então eu precisei buscar os produtos e voltava sem nada porque não conseguia entrar na cidade. Depois amenizou um pouco. Tive falta doces tipo diet porque uma fábrica ficou parada por uns três meses", conta ele.

Também com problemas no abastecimento, o proprietário do Mineirinho Queijos e Doces, Hamilton Silvério, diz que a demanda subiu e os preços também. "Houve falta de matéria-prima. Eu sou mineirinho, gosto de ir buscar o produto fresco toda semana, mas comecei a voltar sem ou pagar mais caro, mas mesmo caro a demanda foi alta. O leite teve aumento e o queijo também. Reduzi minha margem de ganho em mais de 50%", conta ele que parou de vender para revendedores e passou a oferecer os produtos apenas no varejo por conta do estoque mais baixo.

Hamilton fala que nos dois primeiros meses da pandemia as vendas despencaram, mas o delivery foi importante. "Com a procura alimentícia maior, nos readaptamos com as entregas. Perdemos clientes fisicamente, mas ganhamos on-line. Tivemos que mudar o conceito do trabalho", diz ele, que se adaptou assim como outros comércios nesta pandemia.



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