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Prefeitura autoriza retorno das aulas presenciais na capital paulista


REUTERS / Amanda Perobelli
Criança levanta a mão ao lado de outros alunos em sala de aula da escola Thomaz Rodrigues Alckmin, no primeiro dia de retorno das escolas do estado de São Paulo para atividades extracurriculares em meio ao surto de coronavírus (COVID-19) em São Paulo, Brasil Outubro 7, 2020. REUTERS / Amanda Perobelli
Crédito: REUTERS / Amanda Perobelli

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo anunciou hoje (14) que as escolas públicas e particulares da capital estão autorizadas a voltar com as aulas presenciais a partir de 1 de fevereiro. Segundo a pasta, a decisão foi tomada com base nas recomendações da Secretaria Municipal de Saúde e seguirá todos os protocolos de segurança estabelecidos para a prevenção da covid-19. 

O retorno será feito com o rodízio de estudantes, com capacidade máxima de 35% do número normal de estudantes e cinco horas diárias de aula. O primeiro momento será de acolhimento para os professores e no dia 15 começam as atividades com os alunos. Nesse intervalo, as aulas remotas já estarão em andamento. Mesmo com a autorização, as famílias podem optar pelo retorno ou não dos estudantes. As escolas particulares também poderão escolher se voltam às aulas presenciais, de que forma farão isso ou se permanecem com ensino à distância.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Fernando Padula, o investimento feito pela administração municipal para a implantação das medidas de retomada das aulas foi de R$ 2,7 bilhões, com a reforma de 552 unidades, aquisição de material de segurança, que engloba 760 mil kits de higiene com sabonete, três máscaras para cada aluno e caneca para evitar o contato com bebedouros, 6,2 mil termômetros, 75 mil escudos faciais,  além de repasse de R$ 297 milhões em recursos para as escolas adquirirem os insumos necessários para manter a segurança.

“Foi investido muito em tecnologia, com a compra de 465 mil tablets com chip, que serão entregues até o mês de abril para todos os alunos do ensino fundamental, um por aluno. Isso possibilitará não só o ensino híbrido nesse momento de pandemia, mas que depois se faça reforço e recuperação usando esse equipamento. Isso é para sempre", disse Padula. 

A mudança inclui também a adaptação das salas com a inclusão de computadores, projetor e caixa de som para facilitar e tornar a aula mais dinâmica, permitindo que seja colocada na plataforma para os alunos que não estejam de forma presencial. "Os professores também foram capacitados com formação baseada em protocolos de segurança e autocuidado. Pelo menos 87 mil profissionais já passaram por esse curso". 

Segundo o secretário, a partir da próxima semana será realizada em cada uma das escolas da rede uma checagem para avaliar se essas unidades oferecem condições para a retomada. Alunos e professores que fazem parte do grupo de risco não voltam ao presencial.


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