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Estados estão inseguros após erros de Pazuello

A principal medida para brecar o avanço do vírus é a vacinação, que tem sido a área que acumula mais erros por parte do governo


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Ministro da saúde Pazuello
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Já faz um ano que o Brasil vive a pandemia do coronavírus, mas a conduta do Ministério da Saúde ainda gera incertezas. Sob o comandado de Eduardo Pazuello, a principal medida para brecar o avanço do vírus —ainda em ascensão no país— é a vacinação, que tem sido a área que acumula mais erros por parte do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) nos últimos dias.

Envio da quantidade errada de doses para estados, compra de vacina não aprovada e falta de acordo com vacina já aprovada são alguns dos erros que dificultam o processo, já lento, devido à baixa produção e compra do imunizante pelo Brasil.

O coordenador do tema da vacina no Fórum Nacional de Governadores, Wellington Dias (PT-PI), critica a falta de comando federal. Ele critica a falta de unidade do país na busca por soluções, já que a centralização do Ministério da Saúde não vem funcionando, obrigando os estados a negociarem diretamente com outras nações. Dias declarou que, no entendimento suprapartidário dos governadores, o presidente tem que atuar na coordenação nacional de medidas para o enfrentamento da crise.

Com uma quantidade de doses insuficiente para atender toda a população, cidades começaram a interromper a vacinação. Em meio a esse problema, Pazuello indicou a prefeitos, no dia 19 de fevereiro, para que todas as doses da CoronaVac fossem utilizadas para aplicação da primeira dose, sem reserva para a segunda.

Na semana seguinte, derrubou essa orientação. O recuo foi ironizado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estado que defende não deixar a segunda dose estocada. "É o samba do Ministério Louco."

Na última semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro definitivo da vacina da Pfizer. O ministério, porém, não tem contrato de compra do imunizante.

A governadores, a pasta chegou a dizer que há "limitações jurídicas para contratação que extrapolam a capacidade do ministério". Por isso, a questão estaria sob avaliação da Casa Civil.

A Pfizer já ofereceu 100 milhões de doses ao governo federal, mas esbarra nas negociações com o governo. Pazuello considera que as cláusulas da farmacêutica são "leoninas". A empresa pede, por exemplo, que o governo se responsabilize por eventuais efeitos adversos e que, caso eles sejam judicializados, que os processos tramitem nos Estados Unidos.

Se não há contrato para a vacina já aprovada pela Anvisa, o ministério acertou a compra de 20 milhões de doses de um imunizante que ainda não tem registro no Brasil: a vacina Covaxin, da Índia.

A Procuradoria do TCU (Tribunal de Contas da União) pediu na sexta-feira a "imediata suspensão" do contrato que prevê a compra de 20 milhões de doses da Covaxin por falta de autorização de uso pela Anvisa e informações sobre os resultados da última fase de testes em seres humanos.

 


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