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Leitos de UTI para covid-19 em SP podem acabar até a próxima segunda, diz infectologista do centro de contingência

Dados mostram que 49 dos 105 municípios paulistas que têm leitos para covid-19 já alcançaram 100% de ocupação


São Paulo tem 25 hospitais com mais de 95% de ocupação de UTIs
Crédito: Reprodução/Internet

Quando o estado São Paulo entrar na fase emergencial de restrições para frear a escalada de casos do novo coronavírus, segunda-feira (15), é possível que já não tenha mais leitos de UTI para atender casos de covid-19.

Para o infectologista Marcos Boulos, professor da Faculdade de Medicina da USP e membro do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, que assessora a gestão João Doria (PSDB), esse cenário pessimista é o mais provável.

Dados da Secretaria Estadual da Saúde apresentados na sexta-feira (12) mostravam que 49 dos 105 municípios paulistas que têm leitos para covid-19 já alcançaram taxa de 100% de ocupação de leitos de UTI.

A nova fase emergencial, que inclui suspender campeonatos esportivos e vetar cultos, além de fechar escolas estaduais, deve vigorar pelo menos até dia 28 de março. Nesta sexta, a prefeitura de São Paulo anunciou duas semanas de suspensão de aulas presenciais na capital, do dia 17 ao dia 30.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Marcos Boulos defendeu que as restrições deveriam permanecer por pelo menos 30 dias para terem efeito, o que ocorrerá apenas se houver a colaboração da população e fiscalização severa por parte das polícias civil e militar com a vigilância sanitária.

"Nós [do centro de contingência] tínhamos proposto uma fase mais rígida, em que você dificulta a circulação durante o dia. Para sair precisa ter algum motivo, como ir à farmácia ou comprar comida. É uma proposta que pode ser discutida no futuro", afirma.

 


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