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Tribunal de Contas apura suspeita de irregularidade na vacinação em MT


Tânia Rêgo/Agência Brasil
Vacinação drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral. Hoje serão vacinados os idosos com 82 anos.
Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Tribunal de Contas de Mato Grosso identificou indícios de fraudes na vacinação contra a covid-19 de 27 pessoas imunizadas entre 18 de janeiro e 15 de março deste ano. Em nota divulgada hoje (20), o tribunal informa que as possíveis fraudes, ainda sob investigação, foram identificadas em 22 municípios mato-grossenses cujas prefeituras já foram notificadas a apresentar esclarecimentos.

Comparando dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações com os do Sistema Informatizado de Controle de Óbitos (Sisobi), servidores do tribunal identificaram 27 casos de pessoas supostamente vacinadas após serem oficialmente dadas como mortas.

Os 27 casos classificados como irregulares representam 0,02% dos 114.941 registros de vacinação relativos ao período que os servidores do tribunal analisaram. Deste total, outros 56 foram apontados como inconclusivos (0,05%), já que, apesar do CPF da pessoa imunizada constar na base de dados do Sisobi e a vacina ter sido aplicada após a data de óbito, o nome ou a data de nascimento do beneficiário não coincidiam com os da pessoa morta.

O Tribunal de Contas aguarda a manifestação das prefeituras para dar prosseguimento à apuração. Na nota que o tribunal divulgou hoje, o secretário de Controle Externo de Saúde e Meio Ambiente da corte, Marcelo Tanaka, destaca que os resultados não são conclusivos, tratando-se de suspeitas.

“Estes resultados são preliminares e devem ser interpretados como indícios da ocorrência de irregularidades, visto que o posicionamento conclusivo só será possível após a manifestação dos responsáveis pela operacionalização da campanha de vacinação nas entidades fiscalizadas”, afirmou Tanaka.

As prefeituras notificadas pelo órgão de controle externo receberam um prazo de 15 dias para esclarecer as dúvidas a respeito das pessoas vacinadas.


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