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SP prorroga fase de transição até dia 23 e estende funcionamento de estabelecimentos até 21h

A mudança vale para restaurantes, salões de beleza, academias e parques. O toque de recolher, das 20h às 5h, agora passará a ser das 21h às 5h


Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo - Comércio de rua reaberto após início da fase de transição do Plano São Paulo para combate à covid-19, no centro da capital.
Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (7) que prorroga por duas semanas a fase de transição e ampliou horário de funcionamento de estabelecimentos até as 21h.

A informação foi dada durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na zona oeste, sobre medidas de combate ao coronavírus.

As mudanças já valem a partir deste sábado (8). Atualmente, os estabelecimentos podem funcionar apenas até as 20h, com 25% de ocupação.

O toque de recolher, das 20h às 5h, agora passará a ser das 21h às 5h.

A mudança vale para restaurantes, salões de beleza, academias e parques.

Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, diz que a uma hora a mais poderá possibilitar um teste de seus efeitos. Ela pontuou, porém, que se o estado estivesse na fase laranja a ocupação seria maior, de 40%.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 78,3% no estado de e 76,3% na Grande SP. No entanto, o governo pondera que os leitos antes reservados para coronavírus estão sendo usados para outras urgências.

O governo afirma que as restrições continuarão valendo para todo o estado, sem regionalização das medidas. Caso houvesse essa regionalização, haveria tanto regiões que estariam na fase vermelha quanto até na fase verde.

O governo anunciou que, na última semana, os casos caíram 10,8%, houve queda de 0,4% nas internações e de 13,5% nos óbitos.

O estado registrou 99.989 mortos até o momento. "Os indicadores que nós temos hoje são de redução de novos casos, internações e nos óbitos. Não acreditamos que esses indicadores estejam apontando para uma tendência de terceira onda", disse o médico João Gabbardo, do centro de contingência. "Se nós conseguirmos manter esse controle durante mais três semanas, o número de pessoas vacinadas e com aumento na vacinação, elas vão nos oferecer uma outra condiçao de imunidade. Com isso, diminui o número de casos graves e internação hospitalar", completou.

Paulo Menezes, coordenador do centro de contingência, afirma que com três semanas de fase de transição é possível dizer que "ela permitiu a retomada de várias atividades com a segurança necessária".

O governo ainda anunciou o início da vacinação de pessoas com deficiência permanente que fazem uso e com comorbidades entre 50 e 54 anos a partir de 14 de maio. O público estimado é de 865 mil pessoas.


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