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Alerj revoga concessão de Medalha Tirantes ao vereador Dr. Jairinho


Tânia Rêgo/Agência Brasil
Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, sae da Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca(16ªDP) após prestar depoimento sobre a morte do menido de 4 anos.
Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

"A Medalha Tiradentes é destinada a estimadas pessoas relevantes da causa pública do Estado do Rio de Janeiro e, para isso, não é cabível que pessoas envolvidas em escândalos tão brutais, como é o caso do possível assassinato do menino Henry Borel, de 4 anos de idade, ou acusações de agressões a ex-esposa e ex-namoradas e seus filhos, estejam entre os homenageados pela honraria”, disse o deputado.

O parlamentar usou ainda peças do inquérito da Polícia Civil para aprofundar seu argumento de pedido da revogação da concessão da medalha: “Segundo as investigações da Polícia Civil, o Dr. Jairinho é acusado de torturar seu enteado, Henry Borel, semanas antes da morte do menino. Ele foi preso por atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas. O vereador foi expulso sumariamente do Partido Solidariedade e afastado do Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Parlamentares já discutem o afastamento definitivo do político. Se for aprovado, ele será o primeiro vereador expulso da Câmara Municipal do Rio de Janeiro”, afirmou Noel de Carvalho.

O vereador teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, assim como a mãe da criança, Monique Medeiros. Eles foram presos em 8 de abril último e denunciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, tortura e impossibilidade de defesa da vítima), além de coação e fraude processual.


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